Competências na era digital: desafios tangíveis para bibliotecários e educadores

Autores

  • Regina Célia Baptista Belluzzo Universidade do Sagrado Coração

DOI:

https://doi.org/10.20396/etd.v6i2.772

Palavras-chave:

Competência em informação. Educadores. Bibliotecários. Era digital.

Resumo

A partir de uma abordagem do mundo contemporâneo, dos novos paradigmas, da consciência planetária, da globalização, chegar-se-á à era digital, destacando-se os seus impactos sobre a valorização da informação e do conhecimento como bens de valor. Ressalta-se que a produção do conhecimento, na atualidade, é uma questão fundamental, tratando-se de uma teoria voltada à sua própria prática: ao mesmo tempo em que a fundamenta, subordina-se a ela, implicando necessariamente em mudanças no modo de pensar/atuar das pessoas. A educação também é parte desse cenário de mudanças e existem razões para que seja um referencial diferenciado na chamada “ sociedade em rede”, sendo uma situação emergente a mudança de postura no que diz respeito à migração da sua identidade como transmissora de informação e de cultura para uma condição de ensinar a aprender e a pensar, preparando pessoas para que prolonguem os benefícios da escola além da escola mesma, tornando funcionais os conhecimentos adquiridos e, sobretudo, para que saibam empregar o poder da inteligência na vida profissional e no seu cotidiano. Desse modo, enfatiza-se a importância da educação, sob enfoque de um novo paradigma conceitual e prático, voltada para a formação de cidadãos capazes de integrarem-se à era digital, cujo princípio fundamental acha-se embasado no desenvolvimento de competências para o uso da informação e na capacidade intelectual de transformá-la em conhecimento., com uma inovadora condição de aprendizado contínuo e crescente. Tudo isso frente aos desafiadores avanços tecno-científicos dos últimos tempos. A desinformação nessa era é talvez a razão da existência de muitos problemas sociais, uma vez que atinge o ser humano em sua maior propriedade: a racionalidade. O conhecimento é, portanto, o fator competitivo entre as pessoas e as sociedade, sendo importante ressaltar que do seu uso racional e da sua aplicação é que conseguimos caminhar rumo à inovação e desenvolvimento social. A transferência e a aplicabilidade dos princípios da aprendizagem significativa de Ausubel e do uso dos mapas conceituais merecem lugar de destaque , emergindo a sua representatividade como facilitadores das condições de trabalho integrado entre bibliotecários e educadores, os quais são co-responsáveis pelo desenvolvimento das competências características dessa sociedade em mudança, destacando-se dentre elas a competência em informação, tema em discussão no contexto mundial. Essas reflexões apresentadas pretendem focalizar, em síntese, a era digital e suas implicações para os profissionais da informação e da educação, destacando-se a importância da informação e do conhecimento como balizadores do processo de inovação e desenvolvimento social e as principais questões relacionadas à competência em informação, tendo como enfoque a aprendizagem significativa. 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Regina Célia Baptista Belluzzo, Universidade do Sagrado Coração

Possui graduação em Biblioteconomia e Documentação pela Escola de Biblioteconomia e Documentação de São Carlos, graduação em Direito pela Faculdade de Direito de São Carlos, mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo e doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo.

Referências

ANTUNES, W. de A. Biblioteca e sistema de ensino. Boletim ABDF Nova Série, Brasília, v.9, n.2, p.121-125, abr./jun.1986.

AUSUBEL, D.P. The psychology of meaningful verbal learning. New York: Grune & Stratton, 1963.

AUSUBEL, D.P. Educational psychology: a cognitive view. New York: Holt, Hinehart & Winston, 1968.

AUTHIER, M. A construção coletiva dos conhecimentos. Revista I-Coletiva, n.11. Disponível em: http://www.icoletiva.com.br. Acesso em: 27 fev. 2003.

BELLUZZO, R.C.B. Relatório final apresentado ao Programa de Pós-Doutorado em Gestão Escolar, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara. Araraquara: UNESP, 2003.

BELLUZZO, R.C.B. et al. Information literacy: um indicador de competência para a formação permanente de professores na sociedade do conhecimento. Educação Temática Digital, Campinas, v.6,n.1,p.81-99, dez.2004.

BRUCE, C.S. Las siete caras de la alfabetización en información en la enseñanza superior. Anales de Documentación, n.6, p.289-294, 2003.

CASTELLS, M. A galáxia da Internet: reflexões sobre a Internet, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Zahar, 2003.

DÉLORS, J. Educação: um tesouro a descobrir: relatório para a Unesco da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI. 6.ed. São Paulo: Cortez, 2001.

DEMO, P. Formação de formadores básicos. Brasília: INEP, 1992.

ENGELHARDT, N. L. Complete guide for planning new schools. West Nyack: Parker, 1970.

FATZER, J.B. Library literacy. RQ, v.26,n.3,p.313-314, 1987.

GARCIA GÓMEZ, J.F. La formación de usuários em la biblioteca pública virtual: recursos y procedimientos em las bibliotecas públicas españolas. Annales de Documentación, n.7, p.97-122, 2004.

LEVY, P. O que é virtual? Rio de Janeiro: Ed.34, 1997.

LEVY, P. Cibercultura. São Paulo, Ed.34, 1999.

LOURENÇO FILHO, M. B. O ensino e a biblioteca. In: CONFERÊNCIA DA SÉRIE EDUCAÇÃO E BIBLIOTECA. 1.a. Rio de Janeiro: Imprensa Oficial, 1944.

MARTINS, J.S. O trabalho com projetos de pesquisa: do ensino fundamental ao ensino médio. 2.ed. Campinas: Papirus,2001.

MERCADO, L.P.L. A Internet como ambiente de pesquisa na escola. Presença Pedagógica, v.7, n.38, p.1-14, mar./abr. 2001.

MILANESI, L. Ordenar para desordenar: centros de cultura e bibliotecas públicas. São Paulo: Brasiliense, 1986.

MORO, E.L.da S.; ESTABEL, L.B. A pesquisa escolar propiciando a integração dos atores-alunos, educadores e bibliotecários – irradiando o benefício coletivo e a cidadania em um ambiente de aprendizagem mediado por computador. Novas Tecnologias na Educação, v.2, n.1, p.1-10, mar.2004.

NOVAK, J.D. ; GOWIN, B. Aprender a aprender. 2.ed. Lisboa: Plátano, 1999.

PERRENOUD, P. Construir as competências desde a escola. Porto Alegre: Artmed, 1999.

ROBREDO, J. Considerações prospectivas para as próximas décadas sobre a evolução da informação no Brasil: o perfil dos novos profissionais da informação. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v.22,n.3/4, p.13-31, jul./dez. 1989.

RODRIGUES, E. Bibliotecas virtuais e cibertecários: o futuro já começou. 1995. Disponível em: http://sdum.ci.uminho.pt/semin/ciber.html. Acesso em: 18 ago.2004

RUDOLPH, J. et al. The library literate.Dubuque: Kendall Hunt, 1996.

SANTOS, G.C.; RIBEIRO, C.M. Dicionário de termos, siglas e acrônimos sobre arquivística, biblioteconomia, documentação e informática. Campinas: ABDI, 2000.

VERGUEIRO, W.C.S. O futuro das bibliotecas e o desenvolvimento de coleções: perspectivas de atuação para uma realidade em efervescência. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v.2, n.1, p.93-107, jul./dez. 1997

VIANA, M.M.M. A Internet e o bibliotecário: a adequação de habilidades profissionais frente aos novos serviços. 1996. Disponível em: http://www.geocities.com/SiliconValley/8504/artigo/html. Acesso em: 23 set. 2004

Downloads

Publicado

2008-11-12

Como Citar

BELLUZZO, R. C. B. Competências na era digital: desafios tangíveis para bibliotecários e educadores. ETD - Educação Temática Digital, Campinas, SP, v. 6, n. 2, p. 30-50, 2008. DOI: 10.20396/etd.v6i2.772. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/772. Acesso em: 30 out. 2020.