Do sedentarismo ao nomadismo: intervenções para se pensar e agir de outros modos na educação

  • Alexandre Filordi de Carvalho Universidade Federal de São Paulo
  • Sílvio Gallo Universidade Estadual de Campinas
Palavras-chave: Subjetividades. Educação. Sedentarismo. Nomadismo.

Resumo

Com o intuito de diagnosticar o que se denomina de representação sedentária na educação, por intermédio do pensamento de Foucault, o artigo analisa a pastoral cristã como diagnóstico da presença da arte de conduzir no campo da educação. Destaca a herança do controle nas condições de constituição de subjetividades, na fixação de significações dominantes e na regulação de ações independentes como estratégias responsáveis por condicionar o “fazer pensar” na educação a um conjunto de estruturas fixas. A partir daí, tendo por base o pensamento de Deleuze e Guattari, busca-se pensar a educação como experiência, espaço e movimento para além das estruturas sedentárias de representação, visando um tipo de nomadismo como intervenção para se pensar e agir de outros modos na educação.

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Biografia do Autor

Alexandre Filordi de Carvalho, Universidade Federal de São Paulo
Professor de Filosofia da Educação na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), campus Guarulhos; Doutor em Filosofia (USP) e em Educação (UNICAMP)
Sílvio Gallo, Universidade Estadual de Campinas
Professor da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP); Pesquisador do CNPq; Coordenador do DiS – Grupo de Estudos e Pesquisas Diferenças e Subjetividades em Educação – FE-Unicamp.

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Publicado
2010-11-30
Como Citar
Carvalho, A. F. de, & Gallo, S. (2010). Do sedentarismo ao nomadismo: intervenções para se pensar e agir de outros modos na educação. ETD - Educação Temática Digital, 12(1), 280-302. https://doi.org/10.20396/etd.v12i1.853

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