Vestibulares videogravados em libras entendendo esse processo pela via das professoras-coordenadoras

  • Luiz Renato Martins da Rocha Universidade Tecnológica Federal do Paraná
  • Cristina Broglia Feitosa de Lacerda Universidade Federal de São Carlos
Palavras-chave: Educação superior. Vestibular. Tradução e interpretação. Educação de surdos. Educação especial.

Resumo

Ao longo das últimas décadas, o número de matrículas na educação superior tem crescido exponencialmente no Brasil; consequentemente, o número de pessoas com deficiência presentes nessa modalidade de ensino também tem crescido substancialmente, até mais do que as pessoas sem deficiência – proporcionalmente. Nesse contexto, a pergunta norteadora que moveu a investigação sobre a educação superior para surdos e, de forma mais estrita, sobre vestibulares videogravados em Libras, pode ser traduzida da seguinte forma: o que nos dizem as professoras-coordenadoras dos vestibulares da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) sobre a videogravação dessas provas? O objetivo principal é compreender aspectos do vestibular em Língua Brasileira de Sinais (Libras) em suas nuanças, para além da leitura dos editais. Para alcançar tal objetivo, lançamos mão da pesquisa qualitativa de natureza exploratória e descritiva e entrevista semiestruturada. Todas as entrevistas foram traduzidas e categorizadas, identificando divergências e convergências presentes nos depoimentos. Os resultados nos mostram que a tradução do vestibular para a Libras é um processo oneroso, porém, é unânime entre as professoras-coordenadoras o posicionamento pela manutenção desse tipo de vestibular e sua expansão para provas em escalas maiores. 

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Biografia do Autor

Luiz Renato Martins da Rocha, Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Doutorando e Mestre em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos - UFSCar; Especialista em Surdez: Libras e Educação Especial Inclusiva; Licenciatura Plena em Pedagogia e Matemática. Tradutor-Intérprete de LIBRAS/Língua Portuguesa/LIBRAS (PROLIBRAS/MEC-2010, FENEIS/PR 2010, PROLIBRAS/MEC-2015) e Proficiência no Uso e Ensino da LIBRAS (PROLIBRAS/MEC-2013). Docente da Universidade Estadual do Norte do Paraná nas disciplinas de Libras e Cálculo aplicado à Biologia. Tradutor e intérprete de LIBRAS/Língua Portuguesa na Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR, campus Cornélio Procópio. 
Cristina Broglia Feitosa de Lacerda, Universidade Federal de São Carlos
Graduação em Fonoaudiologia pela Universidade de São Paulo (1984), Mestre em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (1992) e Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (1996). Atualmente é professor Adjunto II da Universidade Federal de Sâo Carlos (UFSCar) no Curso de Licenciatura em Educação Especial e no Programa de Pós-Graduação em Educação Especial- PPGEEs. Experiência na área da Fonoaudiologia, com ênfase em Surdez, e atuação na área educacional desde 1996 com estudos desenvolvidos na perspectiva histórico-cultural e nos pressupostos da abordagem enunciativo-discursiva. Assessoria a redes municipais de Educação para implantação e acompanhamento de Programa de Educação Inclusiva Bilíngüe em Piracicaba, Campinas, São Paulo e São Carlos. Interesse em pesquisa na atuação do Intérprete educacional de Língua de Sinais. Pós doutorado no Centro de Pesquisa Italiano (CNR ? ROMA) em 2003. Consultora de diversas agências de fomento e assessora para a área de surdez.Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação Especial- PPGEEs.Vencedor do 1º Lugar da 56ª Prêmio JABUTI área de Educação com o livro "Tenho um aluno surdo e agora?" Ed. UFSCar

Referências

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Publicado
2017-10-06
Como Citar
Rocha, L. R. M. da, & Lacerda, C. B. F. de. (2017). Vestibulares videogravados em libras entendendo esse processo pela via das professoras-coordenadoras. ETD - Educação Temática Digital, 19(4), 720-736. https://doi.org/10.20396/etd.v19i4.8646250