A mediação comunitária colaborativa: novas perspectivas para educação em museus

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/etd.v20i3.8651713

Palavras-chave:

Museu. Educação em museus. Mediação comunitária colaborativa. Públicos inclusivos.

Resumo

Nas últimas décadas os museus adotaram novas agendas e pautas, especialmente no diálogo com seu entorno e diferentes públicos. Nesse sentido, parcelas da sociedade em contextos de vulnerabilidade social vêm ganhando espaço no interior das instituições, redefinindo suas metas, planejamentos e prioridades. Este artigo reflete sobre o trabalho educativo desenvolvido pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo com um grupo de crianças da comunidade São Remo (favela com 12 mil habitantes, vizinha à Universidade) por meio da mediação comunitária colaborativa. Desde 2014 novas ações vêm sendo realizadas buscando, por um lado, diminuir as distâncias simbólicas e reais entre o Museu e sua vizinhança imediata e, por outro, ampliar o papel social, político e educativo da instituição.

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Biografia do Autor

Camilo de Mello Vasconcellos, Universidade de São Paulo

Doutor em História - Universidade de São Paulo. Professor Doutor - Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo 

Maurício André da Silva, Universidade de São Paulo

Doutorando em Arqueologia e Mestre em Arqueologia - Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo. Educador - Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo

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Publicado

2018-07-16

Como Citar

VASCONCELLOS, C. de M.; SILVA, M. A. da. A mediação comunitária colaborativa: novas perspectivas para educação em museus. ETD - Educação Temática Digital, Campinas, SP, v. 20, n. 3, p. 623–639, 2018. DOI: 10.20396/etd.v20i3.8651713. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/8651713. Acesso em: 7 dez. 2021.

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