A escrita autoral de mulheres professoras

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/etd.v21i2.8653203

Palavras-chave:

Formação, Mulheres-professoras, Subjetividade, Escrita feminina.

Resumo

O presente artigo trata da escrita feminina na formação docente. Quando nos atemos à formação docente, é inexorável atentarmos às histórias de vida das mulheres-professoras, posto que trabalhamos em prol de uma formação docente implicada, considerando a relação entre a docência feminilizada e o feminino. Como método de pesquisa utilizamos a pesquisa/intervenção por meio de oficinas, analisando as narrativas de vida das mulheres-professoras na relação com a escrita e nos perguntamos: O que quer a escrita das mulheres-professoras? Que corpo e histórias irão se inscrever na experiência/invenção com a escrita das mulheres-professoras? Que relação é esta que se estabelece entre a construção do gênero e a escrita feminina? Ao se falar de uma escrita feminina, de uma escrita que convive com o saber da falta, algo de novo pode ser reinventado, então é nesse lugar indecifrável que a escrita feminina desequilibra o paradigma, o centro. Como efeito da pesquisa/intervenção é possível dizer que o saber do vazio instaura um saber feminino.

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Biografia do Autor

Margareth Diniz, Universidade Federal de Ouro Preto

Doutora em Educação - Universidade Federal de Minas Gerais. Docente - Universidade Federal de Outro Preto. 

Natália Goulart, Universidade federal do Ouro Preto

Mestre em Educação - Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) - Ouro Preto, MG - Brasil. 

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Publicado

2019-04-30

Como Citar

DINIZ, M.; GOULART, N. A escrita autoral de mulheres professoras. ETD - Educação Temática Digital, Campinas, SP, v. 21, n. 2, p. 395–415, 2019. DOI: 10.20396/etd.v21i2.8653203. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/8653203. Acesso em: 3 dez. 2021.