Lutas democráticas contra o Urstaat

o que pode fazer a educação?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/etd.v21i3.8654644

Palavras-chave:

Democracia, Urstaat, Lutas democráticas, Educação.

Resumo

A partir das pesquisas com o pensamento de Deleuze e de Guattari, o artigo centra-se na investigação do conceito de Urstaat para sustentar que as formas antidemocráticas atuais não passam de atualizações do próprio Urstaat. Ao desenvolver o que é o Urstaat e o seu avanço como arquétipo de um Estado primordial, apresentamos a hipótese de que a democracia é uma produção de relações subjetivas que necessariamente vão na direção contrária dos sensos e dos consensos do Estado. Para tanto, o artigo se vale do pensamento político de Rancière para defender o registro singular da democracia face a política universalista do Urstaat, já que se tratam dos lugares da multiplicidade e da máquina de guerra para se pensar as lutas democráticas contemporâneas. Ao cabo, trata-se de conceber a educação como experiência imprescindível e privilegiada de lutas democráticas antiurstáticas

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Biografia do Autor

Silvio Gallo, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Doutor em Educação - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - SP. Docente - Professor Titular da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas e pesquisador do CNPq. 

Alexandre Filordi de Carvalho, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Doutor em Filosofia - Universidade de São Paulo (USP) - SP e Doutor em Educação - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - SP. Docente - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - Guarulhos-SP.  

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Publicado

2019-07-10

Como Citar

Gallo, S., & Carvalho, A. F. de . (2019). Lutas democráticas contra o Urstaat: o que pode fazer a educação?. ETD - Educação Temática Digital, 21(3), 549–567. https://doi.org/10.20396/etd.v21i3.8654644

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