A disputa de Nietzsche com Sócrates e seus efeitos para a educação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/etd.v24i2.8659807

Palavras-chave:

Agonismo, Nietzsche, Educação, Sócrates

Resumo

O artigo debruça-se sobre a filosofia dos antagonismos de Nietzsche para buscar suas repercussões formativas considerando a arte, ciência e a educação. O modelo agonístico presente na obra de Nietzsche é tomado como definidor para as apreciações das sutilezas dos embates filosóficos, especialmente a disputa com Sócrates. Na dinâmica da disputa, a potência do elogio, da crítica e também de uma autocrítica. Este solo filosófico conecta-se com o solo pedagógico, fazendo surgir métodos de análise e de prática que configuram uma possível educação agônica. Nestes termos, a disputa educativa resgata uma vitalidade por meio do método genealógico que visa discutir invenção, descoberta, explicação e interpretação considerando o arranjo dos conceitos para contestar sua imutabilidade ontológica e gerar nova orientação em termos epistemológicos. Mostrar disposição em pensar com Nietzsche, sem necessariamente abandonar Sócrates, implicaria refletir sobre como o excesso de fixidez instaurada por nossas invenções pedagógicas têm impedido descobertas mais robustas para fazer acontecer outra educação.  Será necessário antes questionar o valor da verdade que ainda reina entre nós para levar às últimas consequências o projeto nietzschiano de transvaloração de todos os valores.

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Biografia do Autor

Lúcia Schneider Hardt, Universidade Federal de Santa Catarina

Doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Porto Alegre, RS - Brasil.  Professora associada da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Florianópolis, SC - Brasil.

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Publicado

2022-05-23

Como Citar

Hardt, L. S. (2022). A disputa de Nietzsche com Sócrates e seus efeitos para a educação. ETD - Educação Temática Digital, 24(2), 316–334. https://doi.org/10.20396/etd.v24i2.8659807