Motivação e criatividade em matemática: um estudo comparativo entre alunas e alunos de ensino médio

Autores

  • Cleyton Hércules Gontijo Universidade de Brasília
  • Denise de Souza Fleith Universidade de Brasília

DOI:

https://doi.org/10.20396/etd.v10in.esp..939

Palavras-chave:

Motivação em matemática. Criatividade. Criatividade em matemática. Gênero.

Resumo

O objetivo deste estudo foi investigar a percepção de 100 alunos, dos gêneros masculino e feminino, da 3ª série do Ensino Médio de uma escola particular do Distrito Federal, sobre motivação em Matemática, bem como seu desempenho em um teste de criatividade e em um teste de criatividade em Matemática. A Escala de Motivação em Matemática, o Teste Torrance de Pensamento Criativo e o Teste de Criatividade em Matemática foram utilizados na pesquisa. Para a análise dos dados foi empregado o teste t de Student. Os resultados indicaram que, quanto à motivação em relação à Matemática, os alunos do gênero masculino demonstraram percepção mais favorável em relação a dois dos seis fatores da escala aplicada: “Jogos e Desafios” e “Resolução de Problemas”, enquanto os alunos do gênero feminino demonstraram percepção mais favorável apenas em relação ao fator “Hábitos de Estudo”. Não foram observadas diferenças significativas entre alunos dos gêneros masculino e feminino quanto às medidas de criatividade. Porém, os alunos do gênero masculino apresentaram desempenho superior em comparação aos do gênero feminino em relação à criatividade em Matemática. 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Cleyton Hércules Gontijo, Universidade de Brasília

Graduado em Licenciatura em Ciências e Matemática pelo Centro Universitário de Brasília. Mestre em Educação e Doutor em Psicologia pela Universidade de Brasília. Professor adjunto do Departamento de Planejamento e Administração da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília. Coordena o grupo de pesquisa “Educação Matemática” cadastrado no Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq.

Denise de Souza Fleith, Universidade de Brasília

Psicóloga, Ph.D. em Psicologia pela Universidade de Connecticut, Estados Unidos. Professora do Programa de Pós-graduação em Processos de Desenvolvimento Humano e Saúde do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília. Pós-doutorado na National Academy for Gifted and Talented Youth, Inglaterra. Pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e representante do Brasil no Conselho Mundial para Crianças Superdotadas e Talentosas.

Referências

ALENCAR, E. M. L. S.; FLEITH, D. S. Criatividade: múltiplas perspectivas. 2. ed. Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 2003.

ALVES, E. V. Um estudo exploratório dos componentes da habilidade matemática requeridos na solução de problemas aritméticos por estudantes do ensino médio. 1999. 191 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade de Campinas, Campinas, 1999.

AMABILE, T. Growing up creative. Buffalo: The Creative Education Foundation Press, 1989.

BORUCHOVITCH, E.; BZUNECK, J. A. Motivação do aluno: contribuições da psicologia contemporânea. Petrópolis: Vozes, 2001.

BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais: ensino médio: ciências da natureza, matemática e suas tecnologias. Brasília: MEC/ SEMT, 1999.

BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais: matemática (5a a 8a séries). Brasília: MEC/ SEF, 1998.

CARVALHO, M. P. Mau aluno, boa aluna?: como as professoras avaliam meninos e meninas. Revista de Estudos Femininos, Florianópolis, v. 9, n. 2, p. 554-574, 2001.

CSIKSZENTMIHALYI, M. Creativity. New York: HarperCollins, 1996.

CSIKSZENTMIHALYI, M. Implications of a systems perspective for the study of creativity. In: Sternberg, R. J. (Org.). Handbook of creativity. New York: Cambridge University Press, 1999. p. 313-335.

D’AMBRÓSIO, U. Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.

DANTE, L. R. Criatividade e resolução de problemas na prática educativa matemática. 1998. 192 fl. Tese (Livre Docência) - Universidade Estadual Paulista, Instituto de Geociências, Rio Claro, 1998.

DUFFY, J.; GUNTHER, G.; WALTERS, L. Gender and mathematical problem solving. Sex Roles, Netherlands, v. 37, n. 7-8, p. 477-494, 1997.

GABLE, R. K.; WOLF, M. B. Instrumental development in the affective domain. 2. ed. Boston: Kluwer Academic, 1993.

GODINHO, T. et al. Trajetória da mulher na educação brasileira: 1996-2003. Brasília: INEP, 2005.

GONTIJO, C. H. Resolução e formulação de problemas: caminhos para o desenvolvimento da criatividade em Matemática. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 1., 2006, Recife. Anais... Recife: Programa de Pós-Graduação em Educação-Centro de Educação/UFPE, 2006.

GONTIJO, C. H. Relações entre criatividade, criatividade em Matemática e motivação em Matemática de alunos do ensino médio. 2007. 194 fl. Tese (Doutorado) - Universidade de Brasília, Brasília, 2007.

GUIMOND, S.; ROUSSEL, L. Bragging about one’s school grades: gender stereotyping and students’ perception of their abilities in science, mathematics, and language. Social Psychology of Education, Netherlands, v. 4, n. 3-4, p. 275–293, 2001.

HAYLOCK, D. W. Conflicts in the assessment and encouragement of mathematical creativity in schoolchildren. International Journal of Mathematical Education in Science and Technology, London, v. 16, p. 547-553, 1985.

HAYLOCK, D. W. A framework for assessing mathematical creativity in schoolchildren. Educational Studies in Mathematics, Netherlands, v. 18, n. 1, p. 59-74, 1987.

HELLER, K. A.; ZIEGLER, A. Gênero: as diferenças na matemática e ciências. Boletim Sobredotação: ajuda a crescer, v. 2, [s.n.], p. 6-17, 1988.

HUETE, J. C. S.; BRAVO, J. A. F. O ensino da matemática: fundamentos teóricos e bases psicopedagógicas. Porto Alegre: Artmed, 2006.

HYDE, J. S.; FENNEMA, E.; LAMON, S. J. Gender differences in mathematical performance: a meta-analysis. Psychological Bulletin, Washington, DC, v. 107, n. 2, p. 139- 155, 1990.

HYDE, J. S. et al. Gender comparisons of mathematics attitudes and affect: a meta-analysis. Psychology of Women Quarterly, Malden, MA, v. 14, n. 3, p. 299-324, 1990.

KELLER, C. Effect of teachers’ stereotyping on students’ stereotyping of mathematics as a male domain. The Journal of Social Psychology, v. 14, n. 2, p. 165-173, 2001.

KIMBALL, M. M. A new perspective on women's math achievement. Psychological Bulletin, Washington, DC, v. 105, n. 2, p. 198-214, 1989.

KOULOS, F. Bilingualism, sex differences and creativity. 1986. 84f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – University of Adelaide, South Australia, 1986.

LEE, K. S.; HWANG, D.; SEO, J. J. A development of the test for mathematical creative problem solving ability. Journal of the Korea Society of Mathematical Education, Seoul, v. 7, p. 163-189, 2003.

LIVNE, N. L.; LIVNE, O. E.; MILGRAM, R. M. Assessing academic and creative abilities in mathematics at four levels of understanding. International Journal of Mathematical Education in Science & Technology, London, v. 30, n. 2, p. 227-243, 1999.

MARTINS, U. P. Matemática: que bicho papão é esse? 1999. 203fl. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá, 1999.

MENDONÇA, P. V. C. F. Relação entre criatividade, inteligência e autoconceito em alunos bilíngues e monolíngues. 2003. 80f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Instituto de Psicologia, Universidade de Brasília, Brasília, 2003.

PRICE-WILLIAMS, D. R.; RAMIREZ III, D. Divergent thinking, cultural differences and bilingualism. The Journal of Social Psychology, Farmington Hills, MI, v. 3, [s.n.], p. 3-11, 1977.

REIS, S. M. Work left undone: choices & compromises of talented females. Mansfield Center: Creative Learning Press, 1998.

SANTOS, N. A. P.; DINIZ, M. I. S. V. As concepções dos alunos ao final da escola básica podem explicar porque eles não querem aprender. In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 8, 2004, Recife. Anais... Recife: SBEM/UFPe, 2004.

SILVA, C. D. et al. Meninas bem-comportadas, boas alunas, meninos inteligentes, mas indisciplinados. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 107, p. 207-225, 1999.

SILVER, E. A.; CAI, J. An analysis of arithmetic problem posing by middle school students. Journal for Research in Mathematics Education, Athens, GA, v. 27, n. 5, p. 521-539, 1996.

STERNBERG, R. J.; LUBART, T. I. Defying the crowd. Cultivating creativity in a culture of conformity. New York: The Free Press, 1995.

STERNBERG, R. J. Investing in creativity. American Psychologist, Washington, DC, 51, p. 677-688, 1996.

TORRANCE, E. P. Torrance tests of creative thinking: norms-technical manual. Bensenville, IL: Scholastic Testing Service, 1974.

TORRANCE, E. P. Torrance tests of creative thinking: manual for scoring and interpreting results. Verbal, forms A and B. Bensenville, IL: Scholastic Testing Service, 1990.

VASCONCELOS, M. C. Um estudo sobre o incentivo e o desenvolvimento do raciocínio lógico dos alunos através da estratégia de resolução de problemas. 93fl. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2002.

WECHSLER, S. M. Avaliação da criatividade por figuras. 2. ed. Campinas: Impressão Digital do Brasil, 2004a.

WECHSLER, S. M. Avaliação da criatividade por palavras. 2. ed. Campinas: Impressão Digital do Brasil, 2004b.

WHITAKER, D. C. A. Menino-menina: sexo ou gênero?: alguns aspectos cruciais. In: SEVERINO, R. V.; GRANDE, M. A. R. L. (Org.). A escola e seus alunos: estudos sobre a diversidade cultural. São Paulo, SP: EDUNESP, 1995. p. 31-52.

Downloads

Publicado

2009-11-06

Como Citar

Gontijo, C. H., & Fleith, D. de S. (2009). Motivação e criatividade em matemática: um estudo comparativo entre alunas e alunos de ensino médio. ETD - Educação Temática Digital, 10, 147–167. https://doi.org/10.20396/etd.v10in.esp.939