Banner Portal
Educação do campo: marcos normativos. Quais indivíduos as políticas públicas pretendem formar?
PDF

Palavras-chave

Educação do campo. Marcos normativos. Emancipação popular.

Como Citar

VASCONCELOS, Paulo Henrique de. Educação do campo: marcos normativos. Quais indivíduos as políticas públicas pretendem formar?. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 18, n. 3, p. 865–883, 2018. DOI: 10.20396/rho.v18i3.8652125. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8652125. Acesso em: 19 maio. 2024.

Resumo

A educação do campo é resultado de lutas reivindicatórias de movimentos populares por uma educação voltada para as necessidades, anseios e problemáticas vividas pela população campesina. Seus objetivos residem na formação de indivíduos aptos a compreenderem as relações sociais que colocam a população rural em situação de desigualdade e capacitá-los a transformarem suas realidades. As políticas educacionais que regulamentam o processo educativo em espaços rurais podem não corresponder com a perspectiva teórica da educação do campo, já que tiveram de passar pelo crivo do Estado, cuja base ideológica é o neoliberalismo. Este trabalho tem como objetivo analisar o documento oficial “Educação do campo: marcos normativos”, publicado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, com o intuito de identificar pressupostos ideológicos que influenciam a formação do indivíduo do campo na perspectiva das políticas públicas, já que este documento é composto por uma coletânea de textos considerados como significativos para a educação do campo, na visão dos órgãos oficiais. Compreender as intencionalidades das perspectivas oficiais para a formação dos indivíduos é essencial para analisar criticamente as medidas políticas impostas ao sistema educacional, nunca isentas da intencionalidade da reprodução das condições de produção da sociedade capitalista.

https://doi.org/10.20396/rho.v18i3.8652125
PDF

Referências

ALTHUSSER, L. Ideologia e aparelhos ideológicos de Estado: notas para uma investigação. Tradução de Joaquim José de Moura Ramos. Lisboa: Presença, 1980.

APPLE, M. W.; AU, W.; GANDIN, L. A. O mapeamento da educação crítica. In: APPLE, M. W.; AU, W.; GANDIN, L. A.(Org.). Educação crítica: análise internacional. São Paulo: Penso, 2010. p. 14-32.

BAUER, C. Educação, terra e liberdade: princípios educacionais do MST em perspectiva histórica. São Paulo: Pulsar; Xamã, 2008.

BEZERRA NETO, L.; BEZERRA, M. C. S. Educação do campo: referenciais teóricos em discussão. In: BEZERRA NETO, L.; BEZERRA, M. C. S. (Org.). Educação para o campo em discussão: subsídios para o Programa Escola Ativa. São José: Premier, 2011. p. 101-120.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão. Educação do campo: marcos normativos. Brasília: SECADI, 2012. Disponível em: http://pronacampo.mec.gov.br/images/pdf/bib_educ_campo.pdf. Acesso em: 23 mar. 2018.

CALDART, R. S. A escola do campo em movimento. Currículo sem Fronteiras, v. 3, n. 1, p. 60-81, 2003. Disponível em: http://www.curriculosemfronteiras.org/vol3iss1articles/roseli2.pdf. Acesso em: 23 mar. 2018.

CALDART, R. S. Educação do campo: notas para uma análise de percurso. Trab. Educ. Saúde, Rio de Janeiro, v. 7, n. 1, p. 35-64, 2009. Disponível em: https://doi.org/10.1590/s1981-77462009000100003. Acesso em: 23 mar. 2018.

DUARTE, N. As apropriações das teorias psicológicas pela prática educativa contemporânea: a incorporação de Piaget e de Vigotski ao ideário pedagógico. In: FACCI, M. G. D.; TULESKI, S. C.; BARROCO, S. M. S. (Org.). Escola de Vigotski: contribuições para a psicologia e a educação. Maringá: Eduem, 2009. p. 63-86.

DUARTE, N. Vigotski e o “aprender a aprender”: crítica às apropriações neoliberais e pós-modernas da teoria vigotskiana. Campinas: Autores Associados, 2004.

FONTE, S. S. D. Fundamentos teóricos da pedagogia histórico-crítica. In: MARSIGLIA, A. C. G. (Org.). Pedagogia histórico-crítica: 30 anos. Campinas: Autores Associados, 2011. p. 23-42.

FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011.

GHEDINI, C. M.; ONÇAY, S. T. V.; DEBORTOLI, S. F. B. Educação do campo e prática pedagógica desde um viés freireano: possibilidade de construção da consciência e da realidade. In: MOLINA, M. C. (Org.). Licenciaturas em educação do campo e o ensino de ciências naturais: desafios à promoção do trabalho docente interdisciplinar. Brasília: MDA, 2014. p. 83-109. Disponível em: http://www.mda.gov.br/sitemda/sites/sitemda/files/user_img_248/Livro%20LEDOC%20CIEMA%20WEB.pdf. Acesso em: 23 mar. 2018.

GUHUR, D. M. P.; SILVA, I. M. S. Educação do campo: primeiras aproximações. Roteiro, Joaçaba, v. 34, n. 2, p. 129-144, 2009. Disponível em: http://editora.unoesc.edu.br/index.php/roteiro/article/view/302/55. Acesso em: 23 mar. 2018.

LAVOURA, T. N. Por que é necessário o trabalho educativo fundamentado na pedagogia histórico-crítica nas escolas do campo e do MST? Germinal: Marxismo e Educação em Debate, Salvador, v. 7, n. 1, p. 121-131, 2015. Disponível em: https://portalseer.ufba.br/index.php/revistagerminal/article/view/9509/9508. Acesso em: 23 mar. 2018.

LÖWY, M. Ideologia e ciência social: elementos para uma análise marxista. São Paulo: Cortez, 1991.

MOLINA, M. C.; FREITAS, H. C. A. Avanços e desafios na construção da educação do campo. Em Aberto, Brasília, v. 24, n. 85, p. 17-31, 2011. Disponível em: http://emaberto.inep.gov.br/index.php/emaberto/article/view/2483/2440. Acesso em: 23 mar. 2018.

MOREIRA, A. F. B. Currículo e estudos culturais: tensões e desafios em torno das identidades. In: PARAÍSO, M. A. (Org.). Antonio Flavio Barbosa Moreira: pesquisador em currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 2010. p. 199-216.

NASCIMENTO, C. G. Educação e cultura: as escolas do campo em movimento. Fragmentos de Cultura, Goiânia, v. 16, n. 11/12, p. 867-883, 2006. Disponível em: http://revistas.pucgoias.edu.br/index.php/fragmentos/article/view/184/147. Acesso em: 23 mar. 2018.

SOUZA, M. A.; MARCOCCIA, P. C. P. Educação do campo, escolas, ruralidades e o projeto do PNE. Revista da FAEEBA – Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 20, n. 36, p. 191-204, 2011. Disponível em: http://dx.doi.org/10.21879/faeeba2358-0194.v20.n36.310. Acesso em: 23 mar. 2018.

ŽIŽEK, S. Multiculturalism, or, the cultural logic of multinational capitalism. New Left Review, v. 1, n. 225, p. 28-51, 1997. Disponível em: https://newleftreview.org/I/225/slavoj-zizek-multiculturalism-or-the-cultural-logic-of-multinational-capitalism. Acesso em: 23 mar. 2018.

Revista HISTEDBR On-line utiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.

Downloads

Não há dados estatísticos.