A influência do humanismo na “boa educação” da mocidade brasileira

paradoxos dos ideais pombalinos

Palavras-chave: Humanismo, Mocidade, Influência religiosa, Reforma pombalina.

Resumo

Este artigo tem como cerne compreender e sublinhar as problemáticas que circundam a chamada boa educação direcionada à mocidade brasileira, cujo alicerce está na tradição humanista. Nessa perspectiva, no primeiro tópico, estudam-se os elementos da gênese e dos sentidos do termo humanismo, que remontam à Antiguidade e Renascença. Para compreensão da polissemia que marca o Humanismo, foram consultados: Nogare (1985), Chacon (1980), Luckesi (1985), Cambi (1999), Bencostta (2007), Elias (1993), Hilsdorf (2006) e Melanchton [15--]. A discussão subsequente abrange as mudanças aportadas no contexto brasileiro, contrapondo inclusive ao que foi proposto na Reforma Pombalina. Nesse segundo tópico, do artigo, foi imprescindível a análise das seguintes fontes: 1. Instrucçoens para os professores de Grammatica Latina, Grega, Hebraica e de Rhetorica (1759); 2. Cartas sobre a Educação da Mocidade (1760). À guisa de considerações finais, foram sublinhadas as características do Humanismo histórico-literário e a atuação dos religiosos no perpetuamento dessa tradição no âmbito educativo, voltado para moldar o comportamento da mocidade do Oitocentos no Brasil.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Fabrícia Carla de Albuquerque Silva, Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia de Alagoas

Mestrado em Educação pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Pedagoga do Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia de Alagoas (IFAL).

Walter Matias Lima, Universidade Federal de Alagoas

Doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Professor Associado 4 da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). 

Elione Maria Nogueira Diógenes, Universidade Federal de Alagoas

Doutorado em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Professor Associado da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). 

Flávia Maria de Albuquerque Silva Farias, Universidade Federal de Alagoas

Graduação em Odontologia pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Auxiliar Administrativo da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). 

Referências

BENCOSTTA, M. L. (org). Culturas escolares, saberes e práticas educativas: itinerários históricos. São Paulo: Cortez, 2007.

BLOCH, M. L. B. Apologia da história ou o ofício de historiador. Tradução: André Telles. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.

BOTO, C. A dimensão iluminista da reforma pombalina dos estudos: das primeiras letras à universidade. Revista Brasileira de Educação. v. 15, n. 44, maio/ago. 2010.

CAMBI, F. História da pedagogia. Tradução de Álvaro Lorencini. São Paulo: Fundação Editora da UNESP (FEU), 1999.

CHACON, V. O humanismo brasileiro. São Paulo: Summus – Secretaria da Cultura, 1980.

COSTA, C. História das Alagoas: resumo didático. Maceió: Serviços Gráficos de Alagoas, 1983.

ELIAS, N. O processo civilizador: formação do Estado e civilização. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993. v. 2.

HILSDORF, M. L. S. O aparecimento da escola moderna: uma história ilustrada. Belo Horizonte: Autêntica, 2006. 234 p.

LUCKESI, C. C. Humanismo no Brasil. In: NOGARE, P. D. (org.). Humanismos e anti-humanismos: introdução à antropologia filosófica. Petrópolis: Vozes, 1985. p. 270-298.

MELANCHTOHN, P. Ratio Studiorum praescripta Andreae Polono a Philippo Melanchthone. Tradução: Ilson Kayser. (Tradução disponibilizada, em 2010, pelo prof. Dr. Dr. Ricardo Willy Rieth), [15--].

NOGARE, P. D. Humanismos e anti-humanismos: introdução à antropologia filosófica. Petrópolis: Vozes, 1985.

NUNES, C. História da educação: espaço do desejo. Em Aberto, Brasília, ano IX, n. 47, p. 37-45, jun./set. 1990.

NUNES, M. T. Ensino secundário e sociedade brasileira. 2. ed. ver. e amp. São Cristóvão, SE: Editora da UFS, 1999. 152 p.

OEYRAS, C. de. Instrucçoens para os professores de Grammatica Latina, Grega, Hebraica e de Rhetorica, ordenadas, e mandadas publicar por ElRey Nosso Senhor, para uso das Escolas Novamente Fundadas nesses Reinos, e seus Domínios. Lisboa: Offic. de Miguel Rodrigues, 1759. Documento localizado no Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano – situado na cidade de Recife em Pernambuco.

PINHO, P. O ensino secundário na reforma Couto Ferraz (1854): uma nova estratégia de formação das elites? In: CONGRESSO BRASILEIRO DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO, 3., 2004, Curitiba. Anais [...]. Curitiba: PUCPR, 2004. Disponível em: http://www.sbhe.org.br/novo/congressos/cbhe3/Documentos/Individ/Eixo3/197.pdf. Acesso em: 25 maio 2012.

QUEIROZ, O. A. P. de. Dicionário latim-português. São Paulo: Editora LEP, 1961.

SANCHES, A. R. As cartas sobre a educação da mocidade [1760]. Corvilhã – Portugal: Universidade da Beira Interior. 2003. Disponível em: http://www.estudosjudaicos.ubi.pt/rsanches_obras/cartas_educacao_mocidade.pdf. Acesso em: 15 jan. 2013.

SAVIANI, D. História das idéias pedagógicas no Brasil. Campinas: Autores Associados, 2007.

SECO, A. P.; AMARAL, T. C. I. do. Marquês de Pombal e a reforma educacional brasileira. 2006. Disponível em: http://www.histedbr.fae.unicamp.br/navegando/periodo_pombalino_intro.html. Acesso em: 12 jul. 2012.

Publicado
2019-07-31
Como Citar
Silva, F. C. de A., Lima, W. M., Diógenes, E. M. N., & Farias, F. M. de A. S. (2019). A influência do humanismo na “boa educação” da mocidade brasileira. Revista HISTEDBR On-Line, 19, e019037. https://doi.org/10.20396/rho.v19i0.8654552