As reformas curriculares e a formação de professores

implicações para a docência

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v19i0.8654652

Palavras-chave:

Reforma curricular, Formação de professores, Docência

Resumo

Este artigo tem como objeto de pesquisa a Resolução Nº 2, aprovada em 1º de julho de 2015, que define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura e para a formação continuada, aprovada pelo Conselho Nacional de Educação. Objetiva analisar as concepções de formação docente presente na referida Resolução e suas consequências para o campo teórico-metodológico da docência. O estudo caracteriza-se como pesquisa bibliográfica e documental. A ação do Estado, por meio das Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação docente, reforça a primazia do aprender a aprender promovendo, assim, a redução da fundamentação teórica, o que implica um esvaziamento da formação humana de professores e alunos da educação básica.

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Biografia do Autor

Cleide Carvalho Matos, Universidade Federal do Pará

Professora Adjunto 2 da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Manuelle Espindola dos Reis, Universidade Federal do Pará

Professora na Rede Municipal de Ensino na Cidade de Breves do Pará.

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Publicado

2019-12-13

Como Citar

MATOS, C. C. .; REIS, M. E. dos . As reformas curriculares e a formação de professores: implicações para a docência. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 19, p. e019059, 2019. DOI: 10.20396/rho.v19i0.8654652. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8654652. Acesso em: 1 dez. 2020.