A universidade como resistência

em busca de uma epistemologia da práxis

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v20i0.8655480

Palavras-chave:

Universidade pública, Crise, Função social docente

Resumo

Este artigo tem como objetivo principal analisar a organicidade entre a crise da universidade pública e a de seus professores, buscando compreender seu efeito na função social de ambos. A partir do referencial teórico materialista histórico-dialético, os autores destacam que a opção epistemológica pode ser teoricamente associada à manutenção do controle social, ou à sua resistência, justificandointenções e finalidades postas à educação. Os autores assumem, dessa forma, a epistemologia da práxis como uma categoria emancipatóriacontra hegemônica, cujos princípios são propositivos no enfrentamento das atuais forças regulatórias e resistência aos novos “life styles” hegemônicos, postos às suas funções sociais.

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Biografia do Autor

Solange Martins Oliveira Magalhães, Universidade Federal de Goiás

Doutorado e Mestrado em Educação, ambos pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Professora da Faculdade de Educação, Universidade Federal de Goiás (UFG).

Ivan Fortunato, Instituto Federal de São Paulo

Doutorado em Desenvolvimento Humano e Tecnologias e Doutor em Geografia, ambos pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP).

Juanjo Mena, Universidad de Salamanca

Doutorado em Psicología de la Educación pela Universidad de Salamanca (USAL). Professor da Facultad de Educación, Universidad de Salamanca (USAL).

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Publicado

2020-04-30

Como Citar

MAGALHÃES, S. M. O. .; FORTUNATO, I.; MENA, J. A universidade como resistência: em busca de uma epistemologia da práxis. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 20, p. e020001, 2020. DOI: 10.20396/rho.v20i0.8655480. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8655480. Acesso em: 28 set. 2022.