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Julia Augusta Wanderley
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Palavras-chave

Magistério
Júlia Wanderley
Educação moral e cívica
Intelectual
Memória

Como Citar

PENTEADO, Daniela Dalagrana; RENK, Valquiria Elita. Julia Augusta Wanderley: a rememoração da docente por Osvaldo Pilotto durante a ditadura civil-militar brasileira (1974). Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 23, n. 00, p. e023046, 2023. DOI: 10.20396/rho.v23i00.8666910. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8666910. Acesso em: 21 abr. 2024.

Resumo

Este artigo aborda sobre a professora Julia Augusta Wanderley, primeira mulher a frequentar a Escola Normal de Curitiba, de maneira presencial. Objetiva-se analisar os elementos narrativos que o intelectual paranaense Osvaldo Pilotto usou para construir um discurso sobre ela, enquanto mulher e professora, no centenário de nascimento da docente. A fonte principal é o documento manuscrito produzido por Pilotto, em 1974, com a anuência do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, a partir da solicitação do Prof. Ney Lobo, para compor a Galeria de Moral e Cívica, do Instituto Lins de Vasconcelos, em Curitiba. Pilotto, como intelectual, fala de um lugar social e em um contexto histórico específico. O corpus documental é discutido na perspectiva de Araujo (2013), Burke (2011), Pollak (1992), Priore (1997), Ricoeur (2007) e Sirinelli (1998). A fonte ressalta uma seleção de memórias, dando visibilidade aos valores morais referentes à sua vida pessoal, ao trabalho dedicado ao magistério paranaense, como dedicação, abnegação, rigidez e deixa invisível a sua posição de intelectual. Para corroborar com o seu discurso, Pilotto apresenta outros intelectuais e políticos que validam seus argumentos sobre a mulher e professora Julia Wanderley, para o magistério paranaense e na formação moral e intelectual da juventude.

https://doi.org/10.20396/rho.v23i00.8666910
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