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A escola sem partido
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Palavras-chave

Educação
Conservadorismo
Estado autoritário
Escola sem partido

Como Citar

SILVA, Genilson Ferreira da; DUTRA JÚNIOR, Wagnervalter; SANTOS, Wilson da Silva. A escola sem partido: decifra-me ou devoro-te. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 23, n. 00, p. e023003, 2023. DOI: 10.20396/rho.v23i00.8670426. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8670426. Acesso em: 19 jun. 2024.

Resumo

Pretendemos analisar neste artigo, em nossa história do tempo presente, o Movimento Escola sem Partido (ESP), como sendo um fenômeno político advindo da experiência de recrudescimento de valores ultraconservadores, alimentado pela não punição dos principais agentes que sustentaram a ditadura civil militar por longos vinte e um anos. Para um maior entendimento do Movimento ESP, procuramos analisá-lo à luz do conceito de Estado Capitalista conservador e autoritário, de elementos neoliberais, dialogando, principalmente, com Nicos Poulantzas (2000, 2021) e Antônio Gramsci (1999, 2000). Nessa mesma direção de compreensão da ESP, preocupamo-nos em buscar a origem desse fenômeno e mostrar suas conexões com organismos conservadores e autoritários, e também com intelectuais, educadores, políticos e jornalistas que fazem eco com o reacionarismo. Atentamos, ainda, com o fito de melhor dissecar a ESP, para um entendimento dos aspectos atinentes ao conceito de Ideologia e Educação, evocando Marilena Chauí (2014), Theodor Adorno (2021), entre outros teóricos. 

https://doi.org/10.20396/rho.v23i00.8670426
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