A contracultura, entre a curtição e o experimental

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24978/mod.v1i3.872

Palavras-chave:

Curtição, nova sensibilidade, contracultura, marginalidade, experimentação.

Resumo

O artigo tem por objetivo demonstrar que a produção artístico-cultural brasileira dos anos 1970, longe de um suposto vazio, instaurou um processo extensivo de invenção, que incluía a reelaboração de experiências anteriores, à margem da política oficial de cultura e da indústria cultural. Desde o momento tropicalista surgiram manifestações culturais diferenciadas, alternativas, que se estenderam aos anos 1970. Essas manifestações se distinguiam daquelas da maioria dos projetos anteriores principalmente pela ênfase agora atribuída aos aspectos comportamentais, à emergência do corpo como espaço de agenciamento das atividades.

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Biografia do Autor

Celso Favaretto, Universidade de São Paulo

Professor aposentado da Universidade de São Paulo. Autor dos livros Tropicália: alegoria, alegria. São Paulo: Ateliê Editorial, 1996 e A invenção de Hélio Oiticica. São Paulo: EDUSP, 1992 e de vários artigos sobre o tema.

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Publicado

2017-09-03

Como Citar

FAVARETTO, C. A contracultura, entre a curtição e o experimental. MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 1, n. 3, p. 181–203, 2017. DOI: 10.24978/mod.v1i3.872. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8662238. Acesso em: 28 out. 2021.

Edição

Seção

Dossiê - Da adversidade vivemos!