A casa que queria ser palácio

A residência dos estucadores Meira

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24978/mod.v3i2.4199

Palavras-chave:

Escultura, estatuária, Segundo Reinado, artes decorativas.

Resumo

Na revista A Renascença, em dezembro de 1905, foi publicado um pequeno artigo intitulado "As Parcas", de autoria de Chaves Pinheiro, tratando de um frontão feito pelo escultor, encomenda do estucador Antônio Alves Meira, membro de uma das mais importantes famílias de estucadores do Rio de Janeiro. A casa da família Meira se constitui como um exemplo extraordinário de casa de artista, construindo a imagem do estucador tanto socialmente, fazendo uso de elementos artísticos tradicionais e de prestígio como o frontão e as esculturas de mármore que rematam a fachada, como artisticamente, testemunha da reivindicação dos artífices e do próprio papel do artista.

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Biografia do Autor

Alberto Martin Chillon, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Professor adjunto da Escola de Belas Artes, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Possui graduação, licenciatura e mestrado em Historia del Arte pela Universidad Complutense de Madrid (e doutorado em Artes (História e Crítica da Arte) na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2017). Membro do grupo Entresséculos. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em História e Crítica da Arte, atuando na arte do século XIX, especialmente na escultura, sobre conceitos como academismo; modernidade e tradição; indianismo e construção da imagem nacional brasileira.

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Publicado

2019-05-27

Como Citar

CHILLON, A. M. A casa que queria ser palácio: A residência dos estucadores Meira. MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 3, n. 2, p. 239–256, 2019. DOI: 10.24978/mod.v3i2.4199. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8662987. Acesso em: 26 nov. 2022.

Edição

Seção

Dossiê - O artista em representação