A figuração do artista como configuração da modernidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24978/mod.v3i2.4141

Palavras-chave:

Modernidade, transmodernidade, arte europeia, arte japonesa, estética moderna.

Resumo

Este artigo pretende reiterar o papel do artista e de seu contexto profissional para a configuração da ideia de modernidade. Para tanto, parte-se de uma percepção alargada de modernidade, defendida, entre outros, por Jack Goody e Philadelpho Menezes para, através do método comparativo e transcultural, sublinhar a importância do artista na conceituação da modernidade. Comparando-se especificamente o papel sociocultural do artista na Europa e no Japão no período que se convencionou chamar de “era moderna” e evitando conjecturas excessivamente etnocêntricas, aponta-se para uma revisão do caráter monolítico da modernidade tratando-a, finalmente, como transmodernidade.

 

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Biografia do Autor

Afonso Medeiros, Universidade Federal do Pará

Professor Titular de Estética e História da Arte do Instituto de Ciências da Arte da Universidade Federal do Pará. Bolsista Produtividade do CNPq. Áreas: História da Arte; Estética e Filosfia da Arte; Artes Visuais.

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Publicado

2019-05-18

Como Citar

MEDEIROS, A. A figuração do artista como configuração da modernidade. MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 3, n. 2, p. 44–53, 2019. DOI: 10.24978/mod.v3i2.4141. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8663035. Acesso em: 9 dez. 2022.

Edição

Seção

Artigos - Colaborações