África y art brut en el siglo XXI

una reflexión desde los márgenes

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/modos.v6i1.8664898

Palavras-chave:

Jean Dubuffet, Arte bruta, Arte marginal, Arte folclórica, Estética afro-brasileira

Resumo

Este artigo explora os aspectos particulares da chamada art brut no que diz respeito às expressões artísticas de raízes africanas. Em princípio, as artes plásticas do continente negro influenciaram o projeto do pintor francês Jean Dubuffet, que reconheceu seus valores "primitivos" ou "selvagens", equiparando-os às criações feitas por pacientes de hospitais psiquiátricos. A crítica a essa categorização herdada do colonialismo europeu é complementada por uma breve revisão das variações teóricas mais recentes conhecidas como outsider art e folk art, que retomam as obras de afrodescendentes oriundos de contextos tão díspares como Cuba, Gana ou Benin, e lhes impõem seu sentido de globalização. Já no século 21, o Brasil é um caso peculiar, pois embora esteja inscrito no circuito comercial da arte bruta, também tem uma tradição própria de arte psicoterapêutica. Ao focar na análise estética e cultural das obras de dois criadores afro-brasileiros marginais (Antônio Roseno de Lima e Arthur Bispo do Rosário), que realizaram projetos importantes em condições adversas e motivados por razões diversas, conclui-se que a expressão criativa é também um ato de resistência que não deve se limitar às fórmulas dadas pela história da arte ou pela rede institucionalizada.

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Biografia do Autor

José Emmanuel Méndez Sánchez, Universidad Nacional Autónoma de México

Doctorante en Estudios Latinoamericanos por la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM).

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Publicado

2022-01-10

Como Citar

MÉNDEZ SÁNCHEZ, J. E. África y art brut en el siglo XXI: una reflexión desde los márgenes. MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 6, n. 1, p. 495–513, 2022. DOI: 10.20396/modos.v6i1.8664898. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8664898. Acesso em: 11 ago. 2022.

Edição

Seção

Dossiê - Arte e diáspora africana: conflitos, cânones, recomeços