Histórias entrelaçadas

um panorama das exposições de arte africana no MASP

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/modos.v6i1.8667204

Palavras-chave:

Arte africana, História das exposições, Coleções africanas, MASP, Iorubá

Resumo

O artigo tem por objetivo apresentar um panorama histórico das exposições de arte africana realizadas no MASP bem como tecer algumas considerações sobre as coleções africanas presentes em seu acervo. Apesar de o Museu de Arte de São Paulo ser reconhecido por sua coleção de arte europeia, essa instituição sediou e também organizou exposições de arte africana, além de ter constituído coleções. As exposições de arte africana realizadas no MASP podem ser entendidas basicamente, mas não exclusivamente, a partir de três perspectivas distintas: aquelas que respondiam a interesses privados, como é o caso da mostra Arte Negra (1953) e também daquela que exibiu a coleção africana do Bank Boston em 1976; as relacionadas à política de aproximação entre Brasil e África durante a ditadura militar no país, como é o caso de Arte Tradicional da Costa do Marfim (1974) e Arte Contemporânea do Senegal (1981); aquelas que exploravam a herança dos africanos no Brasil e estavam apoiadas na tese de fluxo e refluxo do tráfico de escravos, de autoria de Pierre Verger, cuja maior representante é África Negra (1988).

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Biografia do Autor

Juliana Ribeiro da Silva Bevilacqua, Queen's University

É professora assistente e Queen's National Scholar no Departamento de História da Arte da Queen's University, em Kingston, Ontario, Canadá.

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Publicado

2022-01-03

Como Citar

RIBEIRO DA SILVA BEVILACQUA, J. Histórias entrelaçadas: um panorama das exposições de arte africana no MASP. MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 6, n. 1, p. 122–148, 2022. DOI: 10.20396/modos.v6i1.8667204. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8667204. Acesso em: 11 ago. 2022.

Edição

Seção

Dossiê - Arte e diáspora africana: conflitos, cânones, recomeços