Promoção e avaliação da atitude de vigilância nutricional na atenção básica à saúde de municípios das bacias Piracicaba-Capivari

Autores

  • Andreza Alves Camargo Universidade Metodista de Piracicaba
  • Maria Rita Marques de Oliveira Universidade Estadual Paulista
  • Roselene Valota Renosto Universidade Metodista de Piracicaba
  • Carla Maria Vieira Universidade Metodista de Piracicaba

DOI:

https://doi.org/10.20396/san.v17i2.8634790

Palavras-chave:

Políticas públicas de saúde. Vigilância nutricional. Capacitação de recursos humanos.

Resumo

Considerando a importância das ações de alimentação e nutrição na Atenção Básica à Saúde para a Segurança Alimentar e Nutricional da população, o objetivo foi apresentar e discutir uma experiência educativa de promoção da atitude de vigilância nutricional, desenvolvida em oficinas com trabalhadores da atenção básica de onze municípios do interior paulista. Trata-se de um relato de experiência que constou da realização e observação de oficinas com registro em diário de campo, seguidas de processo avaliativo, a partir de questionários semi-estruturados, com profissionais das equipes de atenção básica dos municípios. Os resultados foram organizados e analisados sob a forma de quatro categorias. A metodologia participativa e vivencial das oficinas foi considerada adequada, porém demandou acolhimento dos sentimentos revelados pelos participantes, tais como constrangimento e inibição, superados após o desenvolvimento de dinâmicas de grupo. Dentre os temas trabalhados a antropometria teve destaque, indicando a falta de padronização e conhecimento técnico. A atitude de vigilância nutricional foi reconhecida pelos profissionais de saúde como importante para lhes dar respaldo nas práticas específicas de nutrição, contribuindo para a segurança alimentar e nutricional da população.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Andreza Alves Camargo, Universidade Metodista de Piracicaba

Nutricionista formada pelo curso de Nutrição da Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), Piracicaba, SP.

Maria Rita Marques de Oliveira, Universidade Estadual Paulista

Profa. Dra. do Instituto de Biociências, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), Botucatu, SP.

Roselene Valota Renosto, Universidade Metodista de Piracicaba

Docente do curso de Nutrição, Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), Piracicaba, SP.

Carla Maria Vieira, Universidade Metodista de Piracicaba

Docente do curso de Nutrição, Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), Piracicaba, SP.
Correspondência: Rodovia do Açúcar, km 156, CEP 13400-901, Piracicaba, SP. Tel: (19) 3124 1583.

Referências

Popkin BM. The nutrition transition and obesity in the developing world. J Nutr. 2001;131(3):871-873.

Engstrom EM, Anjos LA. Déficit estatural nas crianças brasileiras: relação das condições sócio-ambientais e estado nutricional materno. Cad Saude Publica. 1999;15(3):559-567.

Sigulem DM, Devincenzi MU, Lessa AC. Diagnóstico do estado nutricional da criança e do adolescente. J Pediatr. 2000;76(8):275-284.

The World Bank. Repositioning Nutrition as Central to Development: A strategy for largescale Action [internet]. Washington, 2006 [cited 2008 may 10]. Available from: http://www.worldbank.org

Ferreira HS. Desnutrição: magnitude, significado social e possibilidades de prevenção. Maceió: EDUFAL; 2000.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política nacional de alimentação e nutrição / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica – 2ª ed. rev. Brasília: Ministério da Saúde; 2008. 48 p. (Série B. Textos Básicos de Saúde).

Brasil. Ministério da Saúde. Vigilância alimentar e nutricional – Sisvan: orientações básicas para a coleta, processamento, análise de dados e informação em serviços de saúde / [Andhressa Araújo Fagundes et al.]. Brasília: Ministério da Saúde; 2004. 120 p. (Série A. Normas e Manuais Técnicos).

Campos SH, Boog MCF. Cuidado nutricional na visão de enfermeiras docentes. Rev Nutr. 2006;19(2):145-155.

Boog MCF. Dificuldades encontradas por médicos e enfermeiros na abordagem de problemas alimentares. Rev Nutr. 1999;12(3):261-272.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição. Trabalhos apoiados pela Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição. Brasília: Ministério da Saúde; 2006. 142 p. (Série C. Projetos, Programas e Relatórios).

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Perfil demográfico (2008). Brasília: Fundação IBGE; 2008 [acesso em 21 set 2009]. Disponível em http://www.ibge.gov.br

Afonso MLM, Coutinho ARA. Metodologias de trabalho com grupos e sua utilização na área da saúde. In: Afonso MLM (org.). Oficinas em dinâmica de grupo na área da saúde. Itatiba, SP: Casa do Psicólogo; 2006. P. 59- 83.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Departamento de Gestão da Educação em Saúde. Política Nacional de Educação Permanente em Saúde . Brasília: Ministério da Saúde; 2009. 64 p. (Série B. Textos Básicos de Saúde).

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Alimentação e nutrição para as famílias do Programa Bolsa Família: manual para os agentes comunitários de saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 2007. 52 p. (Série A. Normas e Manuais Técnicos).

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição. Guia alimentar para a população brasileira: promovendo a alimentação saudável. Brasília: Ministério da Saúde; 2005. 236p. (Série A. Normas e Manuais Técnicos).

Rusness B. Striving: for empowerment thought nutrition education. J Am Diet Assoc. 1993;93(1):78-79.

Verdi M, Caponi S. Reflexões sobre a Promoção da Saúde numa perspectiva bioética. Texto Contexto Enferm. 2005;14(1):82-88.

Vieira CM, Codeiro SN, Magdaleno Júnior R, Turato ER. Significados da dieta e mudanças de hábitos para portadores de doenças metabólicas crônicas: uma revisão. Ciência Saúde Colet. 2009 [acesso em 25 out 2010]. Disponível em: http://www.cienciaesaudecoletiva.com.br/artigos/artigo_ int.php?id_artigo=4247

Brasil. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Como feijão com arroz seu dia-a-dia muito bem acompanhado. Brasília: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; 2008 [acesso em 21 set 2009]. Disponível em: http://www.mds.gov.br/brasilquedagosto/materiais-dedivulgacao

Silva JAM, Ogata MN, Machado MLT, Capacitação dos trabalhadores de saúde na atenção básica: impactos e perspectivas. REE. 2007;9(2):389-401.

Fernandez PMF, Voci SM, Kamata LH, Najas MS, Souza ALM. Programa Saúde da Família e as ações em nutrição em um distrito de saúde do município de São Paulo. Ciência Saúde Colet. 2005;10(3):749-755.

Silva DO, Recine EGI, Queiroz EFO. Concepções de profissionais de saúde da atenção básica sobre a alimentação saudável no Distrito Federal. Cad Saude Publica. 2002;18(5):1367-1377.

Batista FM, Rissin A. Vigilância alimentar e nutricional: antecedentes, objetivos e modalidades. A VAN no Brasil. Cad Saude Publica. 1996;9(1):99-105.

Arruda BKG. Sisvan: breve viagem ao passado. In. Apresentado na Mesa Redonda “Sisvan – Histórico, Avaliação e Perspectivas, do VI Encontro Nacional dos coordenadores Estaduais e Centros Colaboradores em Alimentação e Nutrição”. Brasília; 2006.

Neves LOR. O lúdico nas interfaces das relações educativas Rondônia: Centro de Referência Educacional [monografia da internet]. 2007 [acesso em 14 jul 2009]. Disponível em: http://www.centrorefeducacional.com.br/ludicoint.htm

Oliveira MRM, Vieira CM. Avaliação da implementação das ações de vigilância alimentar no âmbito da atenção básica do SUS na região das bacias Piracicaba-Capivari [Relatório]. Piracicaba: Universidade Metodista de Piracicaba; 2007.

Downloads

Como Citar

CAMARGO, A. A.; OLIVEIRA, M. R. M. de; RENOSTO, R. V.; VIEIRA, C. M. Promoção e avaliação da atitude de vigilância nutricional na atenção básica à saúde de municípios das bacias Piracicaba-Capivari. Segurança Alimentar e Nutricional, Campinas, SP, v. 17, n. 2, p. 26–39, 2015. DOI: 10.20396/san.v17i2.8634790. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8634790. Acesso em: 1 fev. 2023.

Edição

Seção

Artigo de Segurança Alimentar e Nutricional