Segurança Alimentar e Nutricional, Hábitos Alimentares e condições socioeconômicas na Chapada dos Veadeiros no Brasil Central

  • Fernanda Costa Aquino Universidade de Brasília
  • Livia Pena Firme Rodrigues Universidade de Brasília
  • Estefano Amorim da Silva Universidade de Brasília
  • Gabriela Bielefeld Nardoto Universidade de Brasília
Palavras-chave: Padrões Alimentares. Escala Brasileira de Insegurança Alimentar. Transição Nutricional.

Resumo

O objetivo do presente trabalho foi avaliar o grau de insegurança alimentar nos municípios de Cavalcante, Teresina de Goiás e Colinas do Sul, na Chapada dos Veadeiros, Brasil Central. A Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) foi avaliada por meio da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) e de um roteiro semiestruturado sobre dados socioeconômicos, produção e consumo de alimentos, recordatório alimentar 24 horas e frequência alimentar. Melhor situação (SAN) foi identificada no município de Cavalcante (55% dos entrevistados), seguido por Teresina e Colinas do Sul (ambos com 45%). Uma mudança dos hábitos alimentares locais tem sido observada, com a substituição, principalmente no café da manhã e lanche, dos alimentos produzidos localmente, por alimentos processados e industrializados provenientes de mercados. Foram identificadas, entre as populações estudadas, dificuldades de acesso aos alimentos, problemas socioeconômicos, como baixa renda e reduzida escolaridade, que comprometem a SAN nestes municípios.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Fernanda Costa Aquino, Universidade de Brasília
Bacharel em Gestão Ambiental, Faculdade UnB Planaltina.
Livia Pena Firme Rodrigues, Universidade de Brasília
Professora Adjunta da Faculdade UnB Planaltina, Nutrição e Saúde.
Estefano Amorim da Silva, Universidade de Brasília
Graduando em Gestão Ambiental, Faculdade UnB Planaltina
Gabriela Bielefeld Nardoto, Universidade de Brasília

Professora Adjunta do Departamento de Ecologia, Instituto de Ciências Biológicas, Ecologia Aplicada

Referências

Brasil. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Segurança Alimentar – 2004/2009. Rio de Janeiro; 2010.

Amoroso MCM. Alimentação em um bairro pobre de Manaus, Amazonas. Acta Amazônica. 1981;11(3):1-43.

Rodrigues LPF, Carvalho RC, Maciel A, Otanasio PN, Garavello MEPE, Nardoto GB. Food Insecurity in Urban and Rural Areas in Central Brazil: Transition from Locally Produced Foods to Processed Items. Ecol. Food Nutr. 2016;55(4):365-377.

Popkin BM. Global nutrition dynamics: the world is shifting rapidly toward a diet linked with noncommunicable diseases. Am. J. Clin. Nutr. 2006;84:289– 298.

Nardoto GB, Silva S, Kendall C, Ehleringer JR, Chesson LA, Ferraz ESB, et al. Documenting Geographical Patterns of Human Diet Through Stable Isotope Analysis of Fingernails. Am. J. Phys. Anthropol. 2006;131:137-146.

Oliveira SP, Thébaud-Mony A. Modelo de consumo agroindustrial: Homogeneização ou Diversificação dos Hábitos Alimentares? Rev. Caderno de Debates. 1996;4:113.

Pons SC. Pontos de partida teórico-metodológicos para o Estudo Sociocultural da Alimentação em um contexto de transformação. In: Canesqui AM, Garcia RWD. Antropologia e Nutrição: um diálogo possível. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz; 2005. p. 101-128.

Popkin BM. The Nutrition Transition and Obesity in the Developing World. J. Nutr. 2001;131(3):871S-873S.

Piperata B. Nutritional Status of Ribeirinhos in Brazil and the Nutrition Transition. Am. J. Phys. Anthropol. 2007;133:868-878.

Pollan MO. Dilema do Onívoro: uma história natural de quatro espécies. Rio de Janeiro: Intrínseca; 2007.

Cartocci CM, Neuberger SB. Produção e industrialização de alimentos. Brasília: Universidade de Brasília; 2008.

Reinaldo EDF, Silva MRF, Nardoto GB, Garavello MEPE. Mudanças de Hábitos Alimentares em comunidades Rurais do semiárido da Região Nordeste do Brasil. Interciência. 2015;40(5):330-336.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia Alimentar para a População brasileira. 2.ed. Brasília (DF); 2014.

Rocha C, Burlandy L, Magalhães R. (Org). Segurança Alimentar e Nutricional: perspectivas, aprendizados e desafios para as políticas públicas. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz; 2013.

Corrêa AMS. Insegurança alimentar medida a partir da percepção das pessoas. Estud. Av. 2007;21(60):143-154.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Diretoria de Pesquisas. Coordenação de Trabalho e Rendimento. Pesquisa Suplementar de Segurança Alimentar PNAD 2013. Rio de Janeiro; 2014.

Vianna RPT, Hromi-Fielder AJ, Segall-Correa AM, Perez-Escamilla R. Household food insecurity in small municipalities in Northeastern Brazil: a validation study. Food Security. 2012;4:295-303.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Censo Demográfico, Geociências, Geografia, Divisão Regional. Rio de Janeiro; 2010.

Silva RJ, Garavello MEPE, Navas R, Nardoto GB, Mazzi EA, Martinelli LA. Transição agroalimentar em comunidades Tradicionais Rurais: O caso dos remanescentes de quilombo Kalunga, GO. Segur. Aliment. Nutr. 2015;22(1):591-607.

Fisberg RM, Slater B, Marchioni DML, Martini LA. Inquéritos alimentares: métodos e bases científicos. São Paulo: Manole; 2005.

Brasil. Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – CONSEA. A Segurança Alimentar e Nutricional e o direito humano à alimentação adequada no Brasil. Indicadores e monitoramento da Constituição de 1988 aos dias atuais. Brasília (DF); 2010.

Segall-Corrêa AM, Leon LM. A Segurança Alimentar no Brasil: Proposição e Usos da Escala Brasileira de Medida da Insegurança Alimentar (EBIA) de 2003 a 2009. Segur. Aliment. Nutr. 2009;16(2):1-19.

Bleil SI. O Padrão Alimentar Ocidental: considerações sobre a mudança de hábitos no Brasil. Rev. Cadernos de Debate. 1998;6:1-25.

Silva RJ, Garavello MEPE, Nardoto GB, Mazzi EA, Martinelli LA. Factors influencing the food transition in riverine communities in the Brazilian Amazon. Environ. Dev. Sustain. 2016;18:1-16. DOI http://dx.doi.org/10.1007/s10668-016-9783-x.

Murrieta RSS. Dialética do sabor: alimentação, ecologia e vida cotidiana em comunidades ribeirinhas da Ilha de Ituqui, Baixo Amazonas, Pará. Rev. Antropol. 2001;44(2):39-88.

Drewnowski A, Darmon N. The economics of obesity: dietary energy density and energy cost. Am. J. Clin. Nutr. 2005; 82(Supl):265-273.

Silva H, Padez C. Body size and obesity patterns in Caboclo populations from Pará, Amazônia, Brazil. Ann. Hum. Biol. 2010;37:217–229.

Burlandy L, Magalhães R, Frozi DS. Políticas públicas de segurança alimentar e nutricional. In: Rocha C, Burlandy L, Magalhães R. Segurança Alimentar e Nutricional: perspectivas, aprendizados e desafios para as políticas públicas. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz; 2013. p.89-110.

Publicado
2016-12-20
Como Citar
Aquino, F. C., Rodrigues, L. P. F., da Silva, E. A., & Nardoto, G. B. (2016). Segurança Alimentar e Nutricional, Hábitos Alimentares e condições socioeconômicas na Chapada dos Veadeiros no Brasil Central. Segurança Alimentar E Nutricional, 23(2), 933-943. https://doi.org/10.20396/san.v23i2.8647434
Seção
Artigo de Segurança Alimentar e Nutricional

Artigos mais lidos pelo mesmo (s) autor (es)