Explorando as potencialidades da Olivicultura para a aprendizagem e divulgação de Geociências no RS, Brasil

Autores

  • Lucilene Dornelles Mello Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)
  • Clarice Galhardi Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)
  • Dimitri Tallemberg Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)

DOI:

https://doi.org/10.20396/td.v15i0.8656948

Palavras-chave:

Divulgação Científica, Educação Não Formal, Ensino de Geociências

Resumo

Caçapava do Sul (RS) é bem reconhecida pela geodiversidade e, atualmente pelo desenvolvimento da Olivicultura. Este trabalho teve por objetivo apresentar o potencial interdisciplinar entre a geologia e olivicultura como forma de contribuir para o ensino e divulgação das geociências na região e no estado do RS. O estudo ocorreu por meio da sistematização das informações geográficas, geológicas e geomorfológicas no formato de materiais didáticos que foram usados em uma ação pedagógica com alunos do ensino médio e técnico de uma escola estadual rural de Caçapava do Sul. As informações indicaram que os olivais estão assentados em substratos litológicos distintos com predominância de rochas metamórficas, ígneas e sedimentares, também foi observado que a maioria dos olivais ocorrem em solos do tipo neossolo e argissolo. As impressões da atividade pedagógica indicaram a aquisição do conhecimento de forma integrada sobre a atividade da olivicultura com assuntos relacionados a geologia. A comunidade escolar opinou sobre a importância da atividade turística como diferencial para a divulgação da geociências na região. Neste aspecto é discutido brevemente o desenvolvimento do turismo, utilizando a estratégia de terroir, como fator de desenvolvimento regional.

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Publicado

2019-12-05

Como Citar

DORNELLES MELLO, L.; GALHARDI, C. .; TALLEMBERG, D. Explorando as potencialidades da Olivicultura para a aprendizagem e divulgação de Geociências no RS, Brasil . Terræ Didatica, Campinas, SP, v. 15, p. e019058, 2019. DOI: 10.20396/td.v15i0.8656948. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8656948. Acesso em: 8 dez. 2022.

Edição

Seção

Difusão Científica

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