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Refuncionalização de fazendas de café a partir da atividade turística em Campinas (SP)
Entrada monumental da Gruta do Lago Azul, ricamente ornamentada por estalactites e estalagmites, situada no município de Bonito, a E da Serra da Bodoquena e a sudoeste do município de Miranda. A região serrana foi edificada em unidades carbonáticas dos grupos Cuiabá e Corumbá, de idade Neoproterozoica. Fotografia: Adriano Gambarini.
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Palavras-chave

Café
Patrimônio cultural
Turismo rural

Como Citar

BARBOSA, G. C.; FERRÃO, A. M. de A. Refuncionalização de fazendas de café a partir da atividade turística em Campinas (SP). Terrae Didatica, Campinas, SP, v. 16, p. e020023, 2020. DOI: 10.20396/td.v16i0.8657347. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8657347. Acesso em: 24 fev. 2024.

Resumo

O turismo é uma atividade que interage com diferentes setores da sociedade, como cultura, esporte e meio ambiente. Isso o torna presente no cotidiano das pessoas, muitas vezes, sem que se perceba a sua importância. Entretanto, o turismo não possui um único modo de operação e acaba se apropriando de elementos utilizados por outros setores, como a agricultura, por exemplo. O presente trabalho tem como objetivo analisar alguns exemplos de fazendas de café que passaram por um processo de refuncionalização e se tornaram atrativos turísticos. Campinas faz parte de uma região muito importante na história da produção de café, particularmente em se tratando do período de expansão da cafeicultura no Brasil, guardando alguns elementos que mostram essa história. Há que se ressaltar que nem todas as fazendas de café passaram por um processo de refuncionalização. Além disso, dos exemplares que passaram por esse processo, nem todos tiveram sucesso, como é o caso da Fazenda Jambeiro. Conclui-se, portanto, que a refuncionalização das fazendas de café pelo turismo pode auxiliar no processo de preservação e conservação de tais locais, além de auxiliar na divulgação da história dos municípios que possuem um forte vínculo com o café e que, em geral não é reconhecido por seus próprios cidadãos.

https://doi.org/10.20396/td.v16i0.8657347
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