Percepções dos visitantes sobre a geodiversidade em trilhas

Travessia Petrópolis-Teresópolis – Parnaso, RJ

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/td.v16i0.8660148

Palavras-chave:

Geoturismo, Unidades de Conservação, Geodiversidade

Resumo

O conceito de Geodiversidade – que enfatiza uma visão integrada dos elementos e processos abióticos e bióticos, com características, funções e serviços ecossistêmicos associados – ainda é pouco conhecido e, consequentemente, pouco divulgado, apesar de ser apropriado na prática em inúmeras atividades, como por exemplo o montanhismo em unidades de conservação. O presente artigo tem como objetivo promover uma melhor compreensão da percepção dos visitantes sobre a Geodiversidade em trilhas, a partir do estudo de caso da Travessia Petrópolis-Teresópolis. Para isso, foi elaborado um questionário que, após divulgação em diversos meios, alcançou um diversificado público. Os resultados indicam a necessidade de se avançar no tema para se obter a elaboração de roteiros geoturísticos e geodidáticos com uma inserção mais adequada no território onde são propostos, além de reforçarem a necessidade de uma abordagem multi-escalar e geossistêmica para esses estudos, o que pode favorecer um entendimento mais amplo acerca da Geodiversidade.

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Biografia do Autor

Fernando Amaro Pessoa, Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca

Doutorado em Geografia na área de concentração Planejamento e Gestão Ambiental pela Universidade Federal do Rio de Janeito. Professor e pesquisador do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca - CEFET/RJ campus Petrópolis.

Adriel Filipe Soares Brito, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Geociências do Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pós-graduando em Forensic Science no Centro Universitário Uninorte/BluEAD, onde junto a órgãos técnico-científicos, busca fomentar as Geociências Forenses no âmbito acadêmico e profissional brasileiro. Membro da Academia Brasileira de Ciências Forenses (ABCF) e integra o Grupo de Pesquisa em Geociências Forenses (DGP/CNPq), filiado à IFG Internacional (Initiative on Forensic Geology). Ademais, está vinculado ao Núcleo de Estudos do Quaternário & Tecnógeno (Nequat/UFRJ).

Fábio Feler Pacheco, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Geólogo formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Participa de projetos relacionados as áreas de Hidrogeologia, Geologia ambiental, Geoconservação e Patrimônio geológico.

Maria Naíse de Oliveira Peixoto, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutorado na área de Planejamento e Gestão Ambiental do Programa de Pós-graduação em Geografia desta universidade. Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e no curso de Especialização em Ensino de Geografia da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, vinculada ao Núcleo de Estudos do Quaternário & Tecnógeno do Departamento de Geografia / Instituto de Geociências, ministrando regularmente disciplinas nos cursos de graduação (bacharelado e licenciatura).

Kátia Leite Mansur, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutorado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professor Adjunto do Instituto de Geociências / Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ministrando as disciplinas de Geologia Geral para o Bacharelado de Ciências Matemáticas e da Terra - BCMT e Geoconservação para o Curso de Geologia e BCMT. Faz parte do corpo docente do PPGL - Programa de Pós-Graduação em Geologia do Departamento de Geologia - Universidade Federal do Rio de Janeiro e do PPGEO - Programa de Pós-Graduação em Geociências: Patrimônio Geopaleontológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro/Museu Nacional.

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Publicado

2020-09-11

Como Citar

PESSOA, F. A. .; BRITO, A. F. S. .; PACHECO, F. F. .; PEIXOTO, M. N. de O.; MANSUR, K. L. . Percepções dos visitantes sobre a geodiversidade em trilhas: Travessia Petrópolis-Teresópolis – Parnaso, RJ. Terrae Didatica, Campinas, SP, v. 16, p. e020036, 2020. DOI: 10.20396/td.v16i0.8660148. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8660148. Acesso em: 26 nov. 2020.

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