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Meandros da redação geocientífica, do esboço ao artigo publicado
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Palavras-chave

Ciência
Comunicação
Ensino-aprendizagem
Recursos didáticos
Editoração

Como Citar

BARBOSA, R.; CARNEIRO, C. D. R. Meandros da redação geocientífica, do esboço ao artigo publicado. Terrae Didatica, Campinas, SP, v. 19, n. 00, p. e023015, 2023. DOI: 10.20396/td.v19i00.8673312. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8673312. Acesso em: 9 dez. 2023.

Resumo

Introdução. Para ser reconhecido, um pesquisador deve divulgar adequadamente a ciência que produz. Objetivo. Este artigo aborda as características da escrita geocientífica, uma habilidade que requer esforço contínuo de aprimoramento. Metodologia. Diversas regras e orientações ajudam a desenvolver a habilidade de redação geocientífica. Um bom manuscrito é lido e corrigido muitas vezes pelo autor, e passa por ferramentas de detecção de plágios, erros em citações ou nas fontes originais; em casos graves, um artigo problemático pode ser retratado pelo periódico científico que o publicou. Resultados. Uma comunicação geocientífica pode ser analítica, expositiva ou argumentativa; narrativas são uma categoria à parte. Cinco passos ajudam a transformar ideias vagas em um texto claro e direto: (1) definir o tipo de texto pretendido; (2) definir objetivos, usando perguntas inspiradoras; (3) escrever o primeiro rascunho; (4) reforçar o trabalho com mais fontes e gerar novas versões do texto; (5) organizar as fontes. Conclusão. A introdução, o resumo e o título são redigidos ao final do processo, quando já estão evidentes tanto as limitações quanto a principal contribuição do trabalho para o público-leitor.

https://doi.org/10.20396/td.v19i00.8673312
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