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O diálogo colaborativo como ação potencial para a aprendizagem de línguas
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Palavras-chave

Diálogo colaborativo. Tarefas. Aprendizagem. LE / L2

Como Citar

LIMA, Marília dos Santos. O diálogo colaborativo como ação potencial para a aprendizagem de línguas. Trabalhos em Linguística Aplicada, Campinas, SP, v. 49, n. 1, p. 167–184, 2016. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/view/8645298. Acesso em: 22 jun. 2024.

Resumo

Partindo do conceito de diálogo colaborativo (SWAIN, 2000), apresentamos resultados de uma investigação que teve como informantes duas duplas de aprendizes de português como segunda língua e duas duplas de aprendizes de inglês como língua estrangeira, interagindo em tarefas cooperativas. O diálogo colaborativo estabelecido entre as díades quando da realização da tarefa foi gravado em áudio e posteriormente transcrito a fim de serem investigados os momentos de negociação de sentido e de forma entre os interagentes. Os aprendizes foram também ouvidos em entrevistas quanto as suas opiniões e percepções sobre a realização das tarefas e a possível relação entre tarefa cooperativa e aprendizagem de língua. A análise dos dados revela que os aprendizes refletiram sobre a língua alvo, testaram hipóteses e reformularam sua produção de modo a promoverem compreensão mútua. Ademais, os resultados revelam que a interação estabelecida na produção de diálogo colaborativo estimula a aprendizagem da língua alvo na medida em que os aprendizes percebem lacunas lingüísticas em sua língua e buscam soluções conjuntas.

ABSTRACT:

Having the concept of collaborative dialogue (SWAIN, 2000) as its base, this paper presents the results of an investigation which had two dyads of Portuguese as a second language learners and two dyads of English as a foreign language learners as its informants. The learners interacted in cooperative tasks. The collaborative dialogue derived from learner interaction was audio-recorded and transcribed to detect and analyze the negotiation for meaning and form between the interactants. The learners were also interviewed after the tasks to express their opinions and perceptions about task development and the potential relationship between the cooperative task and language learning. The analysis of such data reveals that learners reflected upon the target language, tested hypotheses and reformulated their output in order to promote mutual comprehension. Besides, the results reveal that the interaction established during the production of the collaborative dialogue can yield second and foreign language learning as the students notice linguistic gaps in their language and seek solutions together.

Keywords: collaborative dialogue; tasks; language learning; SL / FL.

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