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Os Jogos Vorazes são uma utopia?
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Palavras-chave

posthumanism
the feminine
dystopia

Como Citar

PEREIRA, Ânderson Martins. Os Jogos Vorazes são uma utopia? : O feminino como uma ponte para o retorno à natureza na distopia contemporânea. Trabalhos em Linguística Aplicada, Campinas, SP, v. 58, n. 2, p. 743–758, 2019. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/view/8655403. Acesso em: 30 maio. 2024.

Resumo

A distopia contemporânea distingue-se dos textos canônicos do gênero, uma vez que problematiza a tecnologia e é permeada pelo pós-humanismo. Esta atualização no gênero distópico possui um subtexto utópico na narrativa. Nela, a utopia só é alcançada por um retorno à natureza; tal conexão entre a humanidade e a natureza só será restaurada pelo feminino que funcionará como uma ponte para uma relação pós-humana entre as espécies. Este trabalho partirá das contribuições de Derrida (1973), Dunja M. Mohr (2007), Rita Terezinha Schmidt (2017) e Cary Wolfe (2009) para analisar a trilogia Jogos Vorazes (2008, 2009, 2010), com o objetivo de discutir epistemologicamente o subtexto utópico. O artigo mostrará que Rue e Katniss criarão um forte vínculo com a natureza, sendo a última personagem feminina responsável por guiar a sociedade a um lugar utópico pós-humano.

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