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Interseccionalidade, Opressão Epistêmica e Resistência: uma entrevista com Patrícia Hill Collins
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Palavras-chave

Interseccionalidade
Opressão Epistêmica
Resistência
Raça

Como Citar

COLLINS, P. H.; SILVA, K. A. da; GOMES, M. C. A. Interseccionalidade, Opressão Epistêmica e Resistência: uma entrevista com Patrícia Hill Collins. Trabalhos em Linguística Aplicada, Campinas, SP, v. 60, n. 1, p. 328–337, 2021. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/view/8661895. Acesso em: 4 mar. 2024.

Resumo

Através de suas experiências de vida tanto pessoal como professional, a professora, pesquisadora e ativista Patricia H. Collins, da Universidade de Maryland, College Park, EUA, explora, nesta entrevista, como a epistemologia constitui um mecanismo tanto de opressão intelectual como de resistência. Para entender como as estruturas sociais de poder agem, constrangem e oprimem, a pesquisadora articula a interseccionalidade aos sistemas de poder, a partir do que denomina de matriz de dominação. O conceito de interseccionalidade surge como um projeto epistemológico e metodológico do feminismo negro para tornar visível o cruzamento de opressões estruturais: raça, classe social, gênero, que sustentam as desigualdades e os privilégios sociais, operados por sistemas de poder. Essas questões serão apresentadas, discutidas e problematizadas com base em quatro eixos fundamentais: a) a sua educação e o seu desempenho profissional; b) a crítica e descolonização; e c) o impacto da suas investigações para o Sul Global; e d) políticas e perspectivas para a Linguística Aplicada Crítica.

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Referências

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