Entre Kandinsky, crianças e corpo: Um exercício de uma pedagogia pobre

Autores

  • Cláudia Regina Flores Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.20396/zet.v23i43.8646561

Palavras-chave:

Educação matemática. Artes visuais. Visualidade. Pesquisa crítica.

Resumo

Este é um texto-experiência, na medida em que fomos afetados por uma pedagogia pobre. Partindo de uma pesquisa maior, norteada pela questão sobre como pinturas do corpo humano potencializam exercícios do pensamento matemático, quatro oficinas foram elaboradas com pinturas de Kandinsky e desenvolvidas com crianças de uma sala de aula de quinto ano do Ensino Fundamental. Consideramos o conjunto dessas oficinas como um dispositivo que atualiza virtualidades, onde imagens da arte e diálogos de crianças dão lugar a um exercício de uma pedagogia pobre. O objetivo é, portanto, exercitar, com essas oficinas, os conceitos de acontecimentoexperiência e pesquisa crítica, como ferramenta de análise na pesquisa educacional e prática pedagógica.

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Cláudia Regina Flores, Universidade Federal de Santa Catarina

Doutora em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina/UFSC; Professora no Departamento de Metodologia de Ensino do Centro de Ciências da Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica da Universidade Federal de Santa Catarina/UFSC. Rodovia Amaro Antônio Vieira, 1788, apt. 802. Itacorubi, CEP 88034-102. Florianópolis, SC. claudia.flores@ufsc.br

Referências

Becks-Malorny, U. (2007). Kandinsky. Madrid, Espanha: Taschen. Flores, C. R. (No prelo). Descaminhos: potencialidade da arte com a educação matemática.

Foucault, M. (2007). Microfísica do poder (24a ed.). Rio de Janeiro: Graal.

Kandinsky, W. (2005). Ponto e linha sobre o plano (José Eduardo Rodil, trad.) São Paulo: Martins Fontes.

Kastrup, V. (2012). O funcionamento da atenção no trabalho do cartógrafo. In E. Passos, V. Kastrup, & L. da Escóssia (Orgs.), Pistas do método da cartografia: pesquisa -intervenção e produção de subjetividade (pp. 32-51). Porto Alegre: Sulina.

Kastrup, V., & Barros, R. B. de. (2012). Movimentos-funções do dispositivo na prática da cartografia. In E. Passos, V. Kastrup, & L. da Escóssia (Orgs.), Pistas do método da cartografia: pesquisa-intervenção e produção de subjetividade (pp. 76-91). Porto Alegre: Sulina.

Larrosa, J. (1999). Do espírito de criança à criança de espírito. In J. Larrosa (Org.), Pedagogia profana: danças, piruetas e mascaradas (2a ed., pp. 45-72). Belo Horizonte: Autêntica.

Larrosa, J. (2011). Experiência e alteridade em educação. Reflexão e Ação, 19(2), 04-27.

Larrosa, J. (2014). Tremores: escritos sobre experiência. Belo Horizonte: Autêntica.

Leite, C. D. P. (2011). Infância, experiência e tempo. São Paulo: Cultura Acadêmica.

Masschelein, J. (2008, janeiro/junho). E-ducando o olhar: a necessidade de uma pedagogia pobre. Educação e Realidade, 33(1), 35-48.

Masschelein, J., & Simons, M. (2014). Em defesa da escola: Uma questão pública (2a ed.). Belo Horizonte: Autêntica.

Moraes, J. C. P. de. (2014). Experiências de um corpo em Kandinsky: formas e deformações num passeio com crianças (172 pp.). Dissertação de Mestrado em Educação Científica e Tecnológica, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.

Passos, E., & Eirado, A. (2012). Cartografia como dissolução do ponto de vista do observador. In E. Passos, V. Kastrup, & Escóssia, L. da. (Orgs.), Pistas do método da cartografia: pesquisa-intervenção e produção de subjetividade (pp.109-130). Porto Alegre: Sulina.

Rancière, J. (2013). O mestre ignorante: cinco lições sobre a emancipação intelectual (3a ed.). Belo Horizonte: Autêntica.

Downloads

Publicado

2016-01-22

Como Citar

Flores, C. R. (2016). Entre Kandinsky, crianças e corpo: Um exercício de uma pedagogia pobre. Zetetike, 23(1), 237–252. https://doi.org/10.20396/zet.v23i43.8646561

Edição

Seção

Artigo