Surdez, bilingüismo e o ensino tradicional de matemática: uma avaliação piagetiana

Autores

  • Clélia Maria Ignatius Nogueira Universidade Estadual de Maringá
  • Maria Emília M.T. Zanquetta Colégio Modelo de Maringá

DOI:

https://doi.org/10.20396/zet.v16i30.8646896

Palavras-chave:

Educação matemática. Surdez. Psicologia genética. Bilinguismo. Ensino de matemática para surdos.

Resumo

Este trabalho objetivou investigar o desenvolvimento cognitivo de adolescentes surdos com idade entre 12 e 14 anos, que há pelo menos sete anos eram educados numa abordagem bilíngüe e suas possibilidades em relação ao ensino de Matemática da segunda fase do ensino fundamental, cotejando os resultados com os de uma outra pesquisa, realizada em 1996, que, com os mesmos objetivos, avaliou surdos de mesma idade educados numa abordagem oralista. Os resultados indicaram que tanto os surdos “oralistas” quanto os bilíngües não possuíam ainda estruturas cognitivas que lhes possibilitassem compreender os conceitos matemáticos do nível escolar em questão; porém, os surdos bilíngües possuíam grau de escolaridade superior aos da pesquisa anterior, apesar de todos apresentarem defasagens cognitivas de dois anos em relação aos ouvintes, colocando em questão os “sucessos” escolares obtidos pelos sujeitos bilíngües em Matemática.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Clélia Maria Ignatius Nogueira, Universidade Estadual de Maringá

Professora da Universidade Estadual de Maringá - PR

Maria Emília M.T. Zanquetta, Colégio Modelo de Maringá

Professora do Colégio Modelo de Maringá - PR

Referências

BRUN, J. (Org.) Didáctica das matemáticas. Lisboa: Instituto Piaget, 2000.

CARVALHO, J. B. P. As propostas curriculares de matemática. In: BARRETO, E. S. S.. (Org). Os currículos do ensino fundamental para as escolas brasileiras. 2ed. Campinas, S.P: Autores Associados; São Paulo: Fundação Carlos Chagas, 2000.

EICHLER, L. M.. A recepção diacrônica da obra de Piaget na didática das ciências francófona. Schème. Vol.6, n.2. Unesp, 2014. p. 68-92.

KAMII, C.; DEVRIES, R.. Jogos em grupo na educação infantil: implicações da teoria de Piaget. São Paulo: Trajetória Cultural, 1991.

KLINE, M.. O fracasso da matemática moderna. São Paulo: IBRASA, 1976.

MIORIM, M. A.. Introdução à história da educação matemática. São Paulo: Atual, 1998.

MONTOYA, A. O. D.; FERREIRA, R.R.. Situação atual dos grupos de pesquisa no Brasil que estudam a obra de Piaget. Schème. Vol.2, n.4. Unesp, 2009. p. 8-34

NOGUEIRA, C. M. I.. Classificação, seriação e contagem no ensino do número: um estudo de Epistemologia Genética. Marília, SP: Oficina Universitária Unesp, 2007.

NOGUEIRA, C. M. I.. A Formação de Professores que Ensinam Matemática e os Conteúdos Escolares: Uma Reflexão Sustentada na Epistemologia Genética. Schème. Vol.5 – Edição Especial, Unesp, Set/2013.

NOGUEIRA, C. M. I.; REZENDE, V.; ZANQUETTA, M. E. M. T.. Esquemas de contagem de alunos surdos sob a ótica da teoria dos campos conceituais: implicações da teoria piagetiana para a sala de aula. Anais do IV Colóquio de Epistemologia e Psicologia Genéticas: teoria e prática na construção do conhecimento. Marília: Unesp, 2016.

NOGUEIRA, C. M. I., REZENDE, V. A Teoria dos Campos Conceituais no Ensino de Números Irracionais: Implicações da Teoria Piagetiana no Ensino de Matemática. Schème. V.6, n.1, Unesp, 2014.

PARRAT, S.; TRYPHON, A.. Uma hora com Piaget (a propósito do ensino da matemática) (1976). In: PIAGET, J. Sobre a Pedagogia: textos inéditos. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1998. 130 Volume 9 Número Especial/2017 www.marilia.unesp.br/scheme ISSN: 1984-1655

PIAGET, J., SZEMINSKA, A. A gênese do número na criança. 3ed. Rio de Janeiro: Zahar (1981).

PIAGET, J.. et al. La enseñanza de las matemáticas. 3ed. Madrid: Aguillar, 1968.

PIAGET, J.. Para onde vai a educação? Rio de Janeiro: Livraria José Olympio, 1973.

PIAGET, J.. Psicologia e Pedagogia. Rio de Janeiro: Forense, 1998.

RAMOZZI-CHIAROTTINO, Z. Análise Crítica de um artigo da revista Schème sobre os estudos da obra de Jean Piaget no Brasil. Schème. Vol.3; n.5. Unesp, 2010. p. 6;27.

VERGNAUD, G. O que é aprender? In. BITTAR, M.; MUNIZ, C.A. (Orgs.) A aprendizagem matemática na perspectiva da teoria dos campos conceituais. Curitiba: CRV, 2009.

VERGNAUD, G. A gênese dos campos conceituais. In. Por que ainda há quem não aprende? Org. GROSSI, Esther Pillar. 2ª edição. Editora Vozes, Petrópolis, 2003.

VERGNAUD, G. Piaget visité par la didactique. Intellectica, v.33, p.107-123, 2002.

VERGNAUD, G. A teoria dos campos conceituais. In BRUN, J. (Org.) Didáctica das matemáticas. Lisboa: Instituto Piaget, 2000.

VERGNAUD, G. A Comprehensive Theory of Representation for Mathematics Education. JMB, V17, N2, pp.167-181, 1998.

VERGNAUD, G. A trama dos campos conceituais na construção dos conhecimentos. Revista do GEMPA. n. 4, p. 9-19. Porto Alegre, 1996.

VERGNAUD, G. Jean Piaget, quels enseignements pour la didactique? Revue Française de Pédagogie (Paris), v. 57, p. 7-14, 1981.

Downloads

Publicado

2009-10-11

Como Citar

NOGUEIRA, C. M. I.; ZANQUETTA, M. E. M. Surdez, bilingüismo e o ensino tradicional de matemática: uma avaliação piagetiana. Zetetike, Campinas, SP, v. 16, n. 2, 2009. DOI: 10.20396/zet.v16i30.8646896. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/zetetike/article/view/8646896. Acesso em: 14 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigo

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)