Conhecer o outro e conhecer-se

narrar, problematizar e reinventar memórias matemáticas na Pedagogia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/zet.v29i00.8660868

Palavras-chave:

Memórias matemáticas, Cartografia, Formação inicial docente, Pedagogia

Resumo

O artigo visa analisar práticas inventivas de futuros pedagogos em Educação Matemática por meio do rememorar histórias da infância com a disciplina de Matemática. Como metodologia, escolhemos a cartografia, em que se problematiza as processualidades durante a intervenção, priorizando o descritivo ao interpretativo. Elaboramos três dispositivos: a produção de relatos; exposição de si; e o espaço amostral. Como resultado, notamos as dificuldades frente à disciplina, mas o desejo da construção de práticas que ultrapassem as barreiras criadas ao longo da vida com a área. Suscitou-se, ainda, um olhar responsivo dos discentes sobre as atuações futuras de docência, o que permitiu uma abertura para a criação de outros modos de ser professor e de uma inventividade de práticas matemáticas. Consideramos, assim, a emergência do (1) o medo do que a matemática pode ser na nossa vida; (2) a matemática com que trabalharemos; (3) a qualidade de ensino e (4) o uso de materiais pedagógicos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

João Carlos Moraes, Universidade Federal do Pampa

Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo. Professor da Universidade Federal do Pampa, Brasil.

Referências

Curi, E. (2004). Formação de professores polivalentes: uma análise de conhecimento para ensinar matemática e de crenças e atitudes que interferem na constituição desses conhecimentos. Tese de Doutorado em Educação Matemática. São Paulo: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

D‘Ambrósio, U. (2005). Sociedade, cultura, matemática e seu ensino. Educação e Pesquisa – Revista da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, 31(1), 99-120. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/ep/v31n1/a08v31n1.pdf.

D‘Ambrosio, B. S., & Lopes, C. E. (2015). Insubordinação criativa: um convite à reinvenção do educador matemático. Bolema, 29(51), 1-17. DOI: https://doi.org/10.1590/1980-4415v29n51a01

Fiorentini, D. (1995). Alguns modos de ver e conceber o ensino da matemática no Brasil. Zetetiké, 3(1), 1-38. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/zetetike/article/view/8646877/15035

Fiorentini, D. (1994). Rumos da pesquisa brasileira em educação matemática: o caso da produção científica em cursos de pós-graduação. Tese de Doutorado em Educação. Campinas: Universidade Estadual de Campinas.

Freire, P. (1987). Pedagogia do oprimido. 17ª. Ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Kastrup, V. (2009). O funcionamento da atenção do cartógrafo. In E. Passos, V. Kastrup & L. Escóssia. (Eds). Pistas do método da cartografia: pesquisa intervenção e produção de subjetividade (pp 32-51). Porto Alegre: Sulina.

Knijnik, G. (1996). Exclusão resistência: educação matemática e legitimidade cultural. Porto Alegre: Artes Médicas.

Lacey, H. (2006). Relações entre fatos e valores. Cadernos de Ciências Humanas, 9(2), p. 251-66. Disponível em: http://www.uesc.br/revistas/especiarias/ed16/16_1_relacoes_entre_fato_e_valor.pdf

Larrosa, J. (2002). Literatura, experiência e formação – entrevista com Jorge Larrosa. In M. V. Costa (Ed). Caminhos Investigativos – novos olhares na pesquisa em educação. Porto Alegre: Ed. Meditação.

Lins, R. C. (2004). Matemática, monstros, significados e educação matemática. In M. A. V. Bicudo & M. C. Borba (Eds). Educação Matemática: pesquisa em movimento. São Paulo: Cortez.

Luckesi, C. C. (2014). Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. Cortez editora.

Nacarato, A. M. (2010). A formação matemática das professoras das séries iniciais: a escrita de si como prática de formação. Bolema, 23(37), 905-930. Disponível em: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/bolema/article/view/4298

Nacarato, A. M., Mengali, B. L. D. S., & Passos, C. L. B. (2009). A matemática nos anos iniciais do ensino fundamental: tecendo fios do ensinar e do aprender. Belo Horizonte: Autêntica.

Passos, E., Kastrup, V., & Escóssia, L. (Eds). (2009). Pistas do método da cartografia: pesquisa intervenção e produção de subjetividade. Porto Alegre: Sulina.

Passos, E., & Barros, R. B. (2009). A cartografia como método de pesquisa intervenção. In E. Passos, V. Kastrup & Escóssia, L. (Eds). Pistas do método da cartografia: pesquisa intervenção e produção de subjetividade (pp. 17-31). Porto Alegre: Sulina.

Sacristán, J. G. (1999). Poderes instáveis em educação. Porto Alegre: Artes Médicas.

Publicado

2021-05-31

Como Citar

Moraes, J. C. (2021). Conhecer o outro e conhecer-se: narrar, problematizar e reinventar memórias matemáticas na Pedagogia. Zetetike, 29(00), e021016. https://doi.org/10.20396/zet.v29i00.8660868

Edição

Seção

Dossiê Temático