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Decorar a tabuada
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Palavras-chave

Recognição
Resistência
Aprendizagem
Currículo escolar
Educação matemática

Como Citar

SILVA, Michela Tuchapesk da; TAMAYO, Carolina. Decorar a tabuada: produção de sujeitos dóceis. Zetetike, Campinas, SP, v. 30, n. 00, p. e022023, 2022. DOI: 10.20396/zet.v30i00.8664318. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/zetetike/article/view/8664318. Acesso em: 19 abr. 2024.

Resumo

Este artigo tem o propósito de problematizar a usual prática escolar do decorar a tabuada como parte das políticas de recognição presentes nos currículos escolares, buscando por modos outros de olhar para o aprender e o ensinar matemáticaS. Nos aproximamos da Filosofia da Diferença para discutirmos o multiplicar como acontecimento que permite práticas e táticas para resistir às políticas curriculares recognitivas, entendidas como possibilidade de luta à produção de corpos dóceis. Para isto, nos aproximamos do conceito da autonomia do sujeito, na perspectiva de Michel Foucault, pois entendemos que o sujeito autônomo tensiona a escola-máquina-do-estado como espaço produtivo.

https://doi.org/10.20396/zet.v30i00.8664318
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