Bastidores da elaboração dos PCN

os experts e a produção curricular

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/zet.v30i00.8667446

Palavras-chave:

PCN, Matemática, Educação matemática, Experts

Resumo

O texto tem como objetivo realizar uma análise histórica do movimento de elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Matemática para os anos iniciais. O estudo realiza uma primeira aproximação aos bastidores da produção curricular dos PCN, uma proposta oficializada na década de 1990. O artigo limita-se ao contexto da elaboração da matemática para os primeiros anos do Ensino Fundamental. Como fontes de pesquisa utilizam-se documentos, entrevistas e produções científicas relacionados com o tema. O processo de investigação opta por uma escolha teórico-metodológica que envolve a mobilização do conceito de expert. Realiza-se uma análise em diferentes escalas de observação de modo a dar ênfase a esse tipo de marcha de investigação para estudos que intentem compreender os processos e dinâmicas de elaboração dos saberes presentes no ensino e na formação de professores.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Wagner Rodrigues Valente, Universidade Federal de São Paulo

Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo. Professor Associado Livre Docente do Departamento de Educação da Universidade Federal de São Paulo.

Lauro Igor Metz, Universidade Federal de São Paulo

Doutorando em Ciências no Programa de Pós-Graduação em Educação e Saúde pela Universidade Federal de São Paulo, Brasil.

Referências

Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (1996). Parecer da ANPEd sobre os Parâmetros Curriculares Nacionais. Revista Brasileira de Educação, 2, 85-92. Disponível em: http://www.anped.org.br/site/rbe/rbe.

Barreto, E. (2020). Entrevista concedida a Wagner Rodrigues Valente. São Paulo, 12 jun. 2020.

Britis, K. G., Godoy, E. V. & Vianna, C. R. (2019). Célia Maria Carolino Pires: uma educadora matemática e suas reflexões sobre propostas curriculares. Bolema, 33(63), 411-433. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-636X2019000100411. DOI: https://doi.org/10.1590/1980-4415v33n63a20

Bomfim, A. M., Anjos, M. B., Floriano, M. D., Figueiredo, C. S. M., Santos, D. A. & Silva, C. L. C.(2013). Parâmetros curriculares nacionais: uma revisita aos temas transversais meio ambiente e saúde. Revista Trabalho, Educação e Saúde, 11(1), 27-52. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1981 77462013000100003&script=sci_abstract&tlng=pt. DOI: https://doi.org/10.1590/S1981-77462013000100003

Burke, P. (2016). O que é história do conhecimento? São Paulo: UNESP.

Chaddad, F. R. (2015). Análise Crítica da Elaboração, da Pedagogia e da Orientação dos PCNS. Revista Mimesis, 36(1), 5-24. Disponível em: https://secure.unisagrado.edu.br/static/biblioteca/mimesis/mimesis_v36_n1_2015.htm.

Conselho Nacional de Educação (CNE). (1997). Parecer nº 3, de 12 de março de 1997. Os Parâmetros Curriculares Nacionais. Diário Oficial República Federativa do Brasil, Brasília.

Conselho Nacional de Educação (CNE). (1998). Parecer no 4, de 29 de Janeiro de 1998. Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental. Diário Oficial República Federativa do Brasil, Brasília.

Conselho Nacional de Educação (CNE). (1998). Parecer no 15, de 1 de Junho de 1998. Diretrizes Curriculares Nacionais Para O Ensino Médio. Diário Oficial República Federativa do Brasil, Brasília.

Conselho Nacional de Educação (CNE). (1998). Resolução no 2, de 7 de abril de 1998. Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental. Diário Oficial República Federativa do Brasil, Brasília.

Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. (1988). Diário Oficial República Federativa do Brasil, Brasília. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm.

Cury, C. R. J. (2002). A educação básica no BRASIL. Revista Educação e Sociedade, 23(80), 168-200. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-73302002008000010&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73302002008000010

Decreto no 2.264, de 27 de junho de 1997.(1997). Regulamenta a Lei nº 9.424, de 24 de dezembro de 1996, no âmbito federal, e determina outras providências. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1997/decreto-2264-27-junho-1997-445021-norma-pe.html

Decreto n.o 3.276, de 6 de Dezembro de 1999. (1999). Dispõe sobre a formação em nível superior de professores para atuar na educação básica, e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D3276.htm.

Galian, C. V. A. (2014). Os PCN e a Elaboração de Propostas Curriculares no Brasil. Cadernos de Pesquisa da Fundação Carlos Chagas, 44(153),1-22. Disponível em: http://publicacoes.fcc.org.br/ojs/index.php/cp/article/view/2812/2796. DOI: https://doi.org/10.1590/198053142768

Haddad, S.(1995). Surge uma nova Ong: Ação Educativa. Comunicação e Educação, 141,126-129. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/comueduc/article/view/36189/38909. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.2316-9125.v0i4p126-129

Hermida, J. F. (2012). A reforma educacional na era FHC (1995/1998 e 1999/2002): duas propostas, duas concepções. IX Seminário Nacional de Estudos e Pesquisas “história, sociedade e educação no Brasil”(pp. 1-19). João Pessoa: Universidade Federal da Paraíba. Retirado em 15 de julho, 2020. Disponível em: https://histedbrnovo.fe.unicamp.br/pf-histedbr/seminario/seminario9/PDFs/2.48.pdf.

Hofstetter, R., Schneuwly, B., & freymond, M. (2017). Penetrar na verdade da escola para ter elementos concretos de sua avaliação – A irresistível institucionalização do expert em educação (século XIX e XX). Trad. Marcos Denilson Guimarães e Wagner Rodrigues Valente. In R. Hofstetter & W. R. Valente (Orgs.), Saberes em (trans)formação: tema central da formação de professores (pp. 55-112). São Paulo: Livraria da Física Editora.

Knijnik, G. (1996). Parecer de Gelsa Kniknik. Educação & Realidade. 21 (1), 253-259. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/educacaoerealidade/issue/view/3036/showToc.

Latour, B. (2000). Ciência em Ação – como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora. São Paulo: UNESP.

Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. (1990). Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm.

Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. (1996). Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Disponível em: www.planalto.gov.br › ccivil_03 › leis › l9394.

Lei no 9.424, de 24 de dezembro de 1996. (1996). Dispõe sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9424.htm.

Mansutti, M. A. (2020) . Entrevista concedida a Wagner Rodrigues Valente. São Paulo, 28 mai. 2020.

Ministério da Educação (MEC). (1997). Resolução no 3, de 4 de março de 1997. Estabelece os critérios e formas de transferências de recurso financeiros às escolas públicas do ensino fundamental das redes estadual, do Distritos e municipal e às escolas de educação especial. Diário Oficial República Federativa do Brasil, Brasília.

Ministério da Educação (MEC). (1997). Parâmetros Curriculares Nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF.

Ministério da Educação (MEC). (1998). Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais : terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: introdução aos parâmetros curriculares nacionais. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF. Disponível em: portal.mec.gov.br › seb › arquivos › pdf › introducao.

Ministério da Educação (MEC). (2013). Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica / Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Currículos e Educação Integral. Brasília. Disponível em: portal.mec.gov.br › abril... › 15548-d-c-n-educacao-basica-nova-pdf.

Moreira, A. F. B.(1996). Os Parâmetros Curriculares Nacionais em Questão. Revista Educação e Realidade, 21(1), 9-22. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/educacaoerealidade/issue/view/3036.

Moreira, A. F. B.(1997). A psicologia e o resto: o currículo segundo César Coll. Cadernos de Pesquisa da Fundação Carlos Chagas, 100,1-16. Disponível em: http://publicacoes.fcc.org.br/ojs/index.php/cp/article/view/770.

Oliveira, R. (2009). Políticas públicas: diferentes interfaces sobre a formação do professor de matemática. Revista Zetetike, 17, 17-36. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/zetetike/article/view/8646792.

Parecer da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. (1996). Dôssie Parâmetros Curriculares Nacionais. Revista Educação e Realidade, 1(21), 229-241. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/educacaoerealidade/article/view/71654/40644.

Pinto, J. M. R. (2002). Financiamento da educação no Brasil: um balanço do governo FHC (1995-2002). Revista Educação e Sociedade, 23 (80),108-135. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010173302002008000008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73302002008000008

Pires, C. M. C. (2008). Educação Matemática e sua Influência no Processo de Organização e Desenvolvimento Curricular no Brasil. Bolema, 21(29),13-42. Disponível em: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/bolema/article/view/1715.

Porret, M., Brandli, F. & Lozat, M. (2013). Fabriquer des savoirs. In: BORGEAUD, et al. La fabrique des savoirs – Figures et pratiques d’experts. Genève, Suisse: Georg Editeur.

Portela, Y. M. A. (2013) Os Parâmetros Curriculares Nacionais no cenário das Políticas Públicas Educacionais Brasileiras. Revista Ciência Atual, 1(1), 42-97. Disponível em: http://www.cnad.edu.br/revista-ciencia-atual/index.php/cafsj/article/view/6/pdf.

Prado, I. G. A. (2000). O MEC e a reorganização curricular. Revista São Paulo em Perspectiva, 14(1), 94-97. Disponível em: http://produtos.seade.gov.br/produtos/spp/index.php?men=rev&cod=5048. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-88392000000100011

Pasello Valente, S. M. (2009). Os parâmetros curriculares nacionais no contexto da reforma educacional brasileira. Olhar de Professor, 12(2), 233-256. Disponível em: https://www.revistas2.uepg.br/index.php/olhardeprofessor/issue/view/146. DOI: https://doi.org/10.5212/OlharProfr.v.12i2.233256

Przylepa, M. (2015). Políticas curriculares no Brasil nos governos FHC e Lula: Continuidade? Laplage em Revista,1(2), 119-131. Disponível em: https://www.laplageemrevista.ufscar.br/index.php/lpg/article/view/25. DOI: https://doi.org/10.24115/S2446-622020151225p.119-131

Revah, D. (2008). A (re)configuração do passado no discurso construtivista. Revista Estilos da Clínica, 13(24),190-209. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-71282008000100014&lng=pt&nrm=iso. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v13i24p190-209

Rosseti, F. (1995). Educador espanhol diz que mudar só o currículo não melhora o ensino. Jornal Folha de São Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/8/15/cotidiano/23.html.

Silva, V. A. (2017). Concepção de operações aritméticas elementares nas orientações curriculares e plano escolar paulista nas décadas de 1980 e 1990. V Colóquio de Educação Matemática (pp. 1-11). Juiz de Fora: Universidade Federal de Juiz de Fora. Retirado em 26 de setembro, 2020. Disponível em: https://www.ufjf.br/coloquioedumat/anais/.

Soares, M. T. P. (2020) . Entrevista concedida a Wagner Rodrigues Valente. São Paulo, 05 jun. 2020.

Unesco. (1990). Declaração mundial sobre educação para todos e plano de ação para satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem. (Jomtien, Tailândia). Paris: Unesco. Disponível em: <http://www.unesco.org/education/nfsunesco/pdf/JOMTIE_F.PDF.

Unesco.(1993). Declaração de Nova Delhi sobre Educação para Todos. Paris: Unesco. Disponível em: http://www.unesco.org/education/information/nfsunesco/pdf/DELHI.PDF.

Velosso, L. (2012). Uma análise dos Parâmetros Curriculares de História para o Ensino Fundamental: propostas e possibilidades. Dia-Logos, 6, 101-112. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/dia-logos/article/viewFile/23356/16642.

Zanlorense, M. J. & Lima, M. F.(2009). Uma análise histórica sobre a elaboração e divulgação dos PCN no Brasil. Anais do VII Seminário Nacional de Estudos e Pesquisas “História, Sociedade e Educação no Brasil” (pp. 1-25). Campinas: Universidade Estadual de Campinas. Retirado em 16 de setembro, 2020. Disponível em: http://www.histedbr.fe.unicamp.br/acer_histedbr/seminario/seminario8/trabalhos.html.

Publicado

2022-04-22

Como Citar

VALENTE, W. R.; METZ, L. I. Bastidores da elaboração dos PCN: os experts e a produção curricular. Zetetike, Campinas, SP, v. 30, n. 00, p. e022003, 2022. DOI: 10.20396/zet.v30i00.8667446. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/zetetike/article/view/8667446. Acesso em: 7 dez. 2022.

Edição

Seção

Dossiê Temático