Escolhas metodológicas nas pesquisas em cinema e educação: é possível falar em “Cinema de formação”?

Autores

  • Fabiana Amorim Marcello Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Lisli Seibert Prefeitura Municipal de São Leopoldo

DOI:

https://doi.org/10.20396/etd.v19i2.8647530

Palavras-chave:

Cinema. Romance de formação. Metodologia de pesquisa.

Resumo

Neste texto, nosso objetivo é pensar alguns pontos de contato entre literatura e cinema – ou, mais precisamente, como um modo de ser da literatura pode dar pistas sobre um modo de ser do cinema. Neste sentido, apontamos para as possibilidades que o (sub)gênero literário “romance de formação” insinua em termos de possibilidades metodológicas de pesquisa para o campo do cinema e da educação. Assim, interessa-nos mostrar como, ao eleger como central um sujeito que se (trans)forma por meio de uma narrativa imagética singular, na qual forma e conteúdo fazem-se indissociáveis, alguns materiais nos sugerem elementos para a composição de uma categoria que denominamos “filmes de formação” – e que, com isso, abre caminhos de análise voltados para um conceito que a nós, do campo da educação, é bastante caro, qual seja, aquele mesmo de formação.

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Biografia do Autor

Fabiana Amorim Marcello, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutora em Educação - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – Porto Alegre, RS – Brasil

Lisli Seibert, Prefeitura Municipal de São Leopoldo

Mestrado em Educação - Universidade Luterana do Brasi (ULBRAS) - São José, Canoas - RS - Brasil.

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Publicado

2017-04-27

Como Citar

MARCELLO, F. A.; SEIBERT, L. Escolhas metodológicas nas pesquisas em cinema e educação: é possível falar em “Cinema de formação”?. ETD - Educação Temática Digital, Campinas, SP, v. 19, n. 2, p. 360–383, 2017. DOI: 10.20396/etd.v19i2.8647530. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/8647530. Acesso em: 26 jan. 2022.