Escrita e poética na pesquisa em educação

autoficção e performance

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/etd.v22i2.8654564

Palavras-chave:

Pesquisa, Educação., Poética, Autoficção, Performance

Resumo

Este ensaio se ocupa do espaço do texto para desdobrar, na e pela escrita, problemáticas que perspectivam o pesquisar em Educação pela via da poética. Compreende que a pesquisa ao se fazer pela escrita não transcreve uma realidade prévia, senão que cria uma realidade na composição do texto; que o real, então, só pode ser acessado por uma via ficcional. Para tanto, este ensaio apresenta algumas questões sobre as quais traça linhas que definem pontos provisórios, ancoragens para pensar o pensamento que pensa a escrita da e na pesquisa em Educação. Põe em cena, assim, o pensamento e sua relação com o desconhecido. Com efeito, esse pesquisador que dramatiza via a escrita, compõe-se num espaço coexistencial, onde a noção de autoria é revista e permutada com a imagem do narrador de uma ficção. Essa imagem, por sua vez, é tomada como uma autoficção ao mesmo tempo que coloca a escrita em relação com certa noção de performance. O pesquisador, nesse processo, torna-se aquele que narra o pesquisar ao se compor, também, nesse espaço ficcional, múltiplo, polifônico e polissêmico.

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Biografia do Autor

Diego Winck Esteves, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Mestrando em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Porto Alegre, RS - Brasil.

Máximo Daniel Lamela Adó, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutor em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professor Permanente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, RS - Brasil.

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Publicado

2020-04-13

Como Citar

Esteves, D. W., & Adó, M. D. L. (2020). Escrita e poética na pesquisa em educação: autoficção e performance. ETD - Educação Temática Digital, 22(2), 354–368. https://doi.org/10.20396/etd.v22i2.8654564