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Fragmentos de uma quase-educação-ambiental
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Palavras-chave

Caiçara
Cartografia
Fotografias
Narrativas
Educação ambiental

Como Citar

PEREIRA, Laís de Paula; SAMPAIO, Shaula Maíra Vicentini de. Fragmentos de uma quase-educação-ambiental: experimentações de um devir-caiçara. ETD - Educação Temática Digital, Campinas, SP, v. 21, n. 4, p. 871–888, 2019. DOI: 10.20396/etd.v21i4.8654807. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/8654807. Acesso em: 30 maio. 2024.

Resumo

Ser ou não ser, eis o que não se fará questão. Numa tentativa de desatar nós, soltar-nos dos clichês, das díades e do estereótipo para encontrar o que está ‘entre’, este texto busca abrir brechas para pensarmos a vida caiçara sob a perspectiva do seu não-acabamento e da sua potencialidade vital, o que chamamos de ‘devir-caiçara’. Comumente as histórias narradas sobre os caiçaras os atrelam a tradição e a um ‘lugar’, margeado por fronteiras que delimitam o que ‘deve’ estar ‘dentro’ e o que ‘deve’ estar ‘fora’ da sua cultura, bem como o que ‘devem fazer’ e o que ‘não devem fazer’. Neste percurso, apostamos no que estamos chamando de “quase-educação-ambiental” para nos referirmos às experimentações e aos processos de produção de realidades com fotografias e narrativas que remetem a lembranças e esquecimentos foto-não-grafados, não ‘representando’ histórias, realidades dadas e paradas, mas nos ‘apresentando possibilidades’ de realidades outras, diferentes, estranhas e desconhecidas. Registros de passagens e passageiros que, muitas vezes, já não são, já não estão, não vemos ou não querem se mostrar. Fotografias e narrativas feitas em encontros e desencontros, no imprevisto e no previsto. Logo, ora através de palavras ora de imagens, este texto narra os deslocamentos e as invenções que se deram em campo, para que conheçamos os caiçaras não a partir do que são (ou já foram), mas da potência do que está em devir.

https://doi.org/10.20396/etd.v21i4.8654807
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