Formação de trabalhadores da educação

pressupostos ético-epistemológicos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/etd.v23i1.8655669

Palavras-chave:

Trabalho, Atividade, Educação, Formação, Saúde

Resumo

O artigo aborda a experiência de um programa de formação realizado num município da região Sudeste do Brasil no campo da educação pública. O programa vislumbrou processos formativos no e pelo trabalho com o objetivo de implantar Comissões de Saúde do Trabalhador nas Escolas. Teve como pressupostos ético-epistemológicos a ergologia, formulada por Yves Schwartz, o conceito de saúde de Georges Canguilhem e a Pedagogia da Alternância como método estruturador do processo formativo. Visou conjugar formação-pesquisa-intervenção, com destaque para a experiência dos trabalhadores nas escolas. A experiência indicou a importância de se desenvolverem metodologias de pesquisa que ressaltem o conhecimento produzido pelos trabalhadores.

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Biografia do Autor

Maria Elizabeth Barros de Barros, Universidade Federal do Espírito Santo

Doutorado em Educação e Sociedade pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Professora Titular do Departamento de Psicologia pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Helder Pordeus Muniz, Universidade Federal Fluminense

Doutorado em em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Estágio de Pós-doutorado em Psicologia Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Professor titular pela Universidade Federal Fluminense.

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Publicado

2021-02-17

Como Citar

BARROS, M. E. B. de .; MUNIZ, H. P. Formação de trabalhadores da educação: pressupostos ético-epistemológicos. ETD - Educação Temática Digital, Campinas, SP, v. 23, n. 1, p. 250–272, 2021. DOI: 10.20396/etd.v23i1.8655669. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/8655669. Acesso em: 28 out. 2021.