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Avaliação da interferência de uma abordagem educativa sobre o uso do smartphone por mestrandos da área da saúde
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Palavras-chave

Telefone
Internet
Vícios
Saúde e educação

Como Citar

LOUREIRO, L. D.; SOUZA, L. Z. de .; FLÓRIO, F. M. . Avaliação da interferência de uma abordagem educativa sobre o uso do smartphone por mestrandos da área da saúde. ETD - Educação Temática Digital, Campinas, SP, v. 23, n. 4, p. 842–861, 2021. DOI: 10.20396/etd.v23i4.8658174. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/8658174. Acesso em: 3 mar. 2024.

Resumo

O objetivo deste estudo experimental longitudinal foi avaliar a interferência de uma abordagem educativa no padrão de uso do smartphone e dependência de internet por mestrandos da área da saúde. A amostra foi composta por 18 mestrandos em Saúde Coletiva. Foram utilizados 01 aplicativo de smartphone (UBhind) que verificou o padrão de uso deste; e 02 questionários: sócio econômico e o Teste de Dependência de Internet (TDI). Os dados foram coletados em sala de aula em 3 momentos diferentes (T0, T1, T2). No início do módulo de aula T1, houve uma abordagem educativa sobre o uso do smartphone, risco de dependência de internet e prejuízos. Realizou-se análises descritivas para as variáveis e modelos lineares generalizados para medidas repetidas no tempo, nível de significância de 5%. Encontrou-se um uso de smartphone médio de 4,4h (T0), 4h (T1) e 4,5h (T2); frequência de checagem de 92,3 vezes (T0), 86,3 (T1) e 90,5 (T2); pico de uso a noite; e, nos smartphones (Android), WhatsApp foi o aplicativo mais utilizado, totalizando 45% do tempo no smartphone, enquanto o uso mínimo de internet representou 75%. O teste de dependência de internet apresentou aumento de 42,9% (T0) para 50% (T2) de usuários sem risco de dependência, porém a porcentagem de usuários problemáticos (médio e alto risco) se manteve em 14,3%. Concluiu-se que a abordagem educativa realizada não foi suficiente para alterar o padrão de uso do smartphone e nem reduzir a quantidade de usuários problemáticos de internet.

https://doi.org/10.20396/etd.v23i4.8658174
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