É preciso tomar as coisas com filosofia

Michel Foucault e o infinito da tarefa

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/etd.v24i2.8660118

Palavras-chave:

Michel Foucault, Filosofia, Ética, Parrhesia, Linguagem

Resumo

Este texto é elaborado a partir de uma pequena coleção de fragmentos da obra de Michel Foucault, e de textos sobre sua pessoa e sobre seu pensamento. Em meio à tomada da palavra de Foucault, na voz de seus próprios livros, textos periféricos, cursos e entrevistas, e ante a imagem de Michel, tal como o descrevem seus amigos e alguns daqueles que o conheceram e sobre ele escreveram, presta-se um elogio à filosofia como modo de vida, ou simplesmente como ponto de partida para outros modos mais éticos, mais livres, mais belos e mais verdadeiros de viver, de estar a sós com outro, de relacionar-se consigo mesmo e com o mundo. Com um olhar interessado, de educadora, sobre o percurso intelectual e a paisagem afetiva de Michel Foucault, presume-se a atividade filosófica, à luz de certa curvatura na noção de parrhesia, como linha de força e traço fundamental por meio do qual se deseja ensaiar uma escrita alicerçada na suspeita, decerto insolúvel, do caráter crucial entre palavra e ato, teoria e prática, verdade e vida.

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Biografia do Autor

Sandra Espinosa Almansa, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Porto Alegre, RS - Brasil. Pesquisadora do Núcleo de Estudos em Mídia, Educação e Subjetividade (NEMES/UFRGS). Porto Alegre, RS - Brasil.

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Publicado

2022-05-23

Como Citar

Almansa, S. E. . (2022). É preciso tomar as coisas com filosofia : Michel Foucault e o infinito da tarefa. ETD - Educação Temática Digital, 24(2), 412–431. https://doi.org/10.20396/etd.v24i2.8660118