A oralidade na construção de um ethos decolonial Kaingang

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/etd.v23i3.8664214

Palavras-chave:

Ethos Decolonial, Povos Originários, Kaingang

Resumo

A discussão central deste artigo, parte da reflexão sobre a constituição do ethos Kaingang. Trata-se, portanto, de pensar como as relações que constituíram o ethos histórico, foram marcadas por intensas e violentas interações e contínuos projetos de dominação com os povos originários. A investigação, é de natureza qualitativa, do tipo bibliográfico e documental, busca através da história oral, dar voz aos participantes indígenas.  É um estudo que objetiva compreender como o ethos dos povos originários pode ser um lugar de aconchego, de motivos ancestrais que regem a vida, neste caso, dos povos Kaingang. A constituição de um ethos decolonial Kaingang, consiste em assegurar seu protagonismo, autonomia e sentido comunitário na construção de um ethos do diálogo, do respeito e do reconhecimento ao ethos da pluralidade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Leonel Piovezana, Universidade comunitária da Região de Chapecó

Doutor em Desenvolvimento Regional  - Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). Professor do Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Educação - Universidade comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó). Líder do Grupo de Pesquisa SULEAR: Educação Intercultural e Pedagogias Decoloniais na América Latina - (Unochapecó).

Fernanda Machado Dill, Universidade Federal de Santa Catarina

Doutorado em Arquitetura e Urbanismo - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atualmente realiza pesquisa em nível de Pós doutorado na área de categorias de análise socioespacial em etapas pré-concepção no processo de projeto em arquitetura e urbanismo. Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Cláudia Battestin, Universidade comunitária da Região de Chapecó

Doutora em Educação - Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Professora do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó). Vice-líder do Grupo de Pesquisa SULEAR: Educação Intercultural e Pedagogias Decoloniais na América Latina - (Unochapecó).

Anderson Luiz Tedesco, Universidade comunitária da Região de Chapecó

Doutor em Filosofia Pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Professor da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó). Professor do Colégio La Salle de Xanxerê,  SC. Membro do Grupo de Pesquisa SULEAR: Educação Intercultural e Pedagogias Decoloniais na América Latina - (Unochapecó) e do Grupo de Pesquisa em Educação, Violência e Democracia – GruPEV\UFFS.

Referências

ANCHIETA, José de. Cartas, informações, fragmentos históricos e sermões do padre José de Anchieta: 1554-1594. Rio de Janeiro: Ed. Civilização Brasileira, 1933.

ARROYO, Miguel G. Outros sujeitos, outras pedagogias. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012.

BAUMAN, Zygmunt. Vida líquida. Trad. Carlos Alberto Medeiros. 2.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.,2009.

BAUMAN, Zygmunt. Comunidade: a busca por segurança no mundo atual. Trad. Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Zahar, 2003.

BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Tradução Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001.

BAUMAN, Zygmunt. A ética é possível num mundo de consumidores? Trad. de Alexandre Werneck. Rio de Janeiro: J. Zahar, 2011.

DILL, Fernanda Machado. Caderno de campo: técnicas e notas de pesquisa sobre o povo Kaingang. Curitiba: Insigth. 2021.

DOM JOÃO III. Regimento de 1549. In: RIBEIRO, Darcy; MOREIRA, Neto e ARAUJO, Carlos de (orgs.). A fundação do Brasil. Petrópolis, Vozes, 1992.

FERNANDES, Ricardo Cid; PIOVEZANA, Leonel. Perspectivas Kaingang sobre o direito territorial e ambiental no sul do Brasil. Ambient. soc. [online]. 2015, vol.18, n.2, pp.111-128.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Demográfico 2010 - Características gerais dos indígenas. Disponível em: https://censo2010.ibge.gov.br/terrasindigenas/ Acesso em: 30 de Janeiro de 2021.

FREITAS, Edinaldo. Fala de índio, história do Brasil: o desafio da etno-história indígena. História Oral, São Paulo, n. 7, p. 181-97, jun. 2004.

GOMES, Nilma Lino. Diversidade étnico-racial, inclusão e equidade na educação brasileira: desafios, políticas e práticas. RBPAE – v.27, n.1, p. 109-121, jan./abr. 2011.

GEERTZ, C. Dilemas de la cultura: antropologia, literatura y arte en la perspectiva posmoderna. Barcelona: Gedisa. 2001.

LOZANO, J. E. Prática e estilos de pesquisa em história oral contemporânea. In: M. D. FERREIRA, Usos & abusos da história oral. 5.ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2002. p. 15-25.

KUPER, A. Cultura, diferença, identidade. In: A. KUPER, Cultura: a visão dos antropólogos. Tradução Mirtes Frange de Oliveira Pinheiros (p.287-318). Bauru: EDUSC. 2002.

MEIHY, J. C. Manual de história oral. São Paulo: Edições Loyola, 1996.

MINAYO, M. C. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 2001.

MORIN, Edegar. O método 5: a humanidade da humanidade. Trad. Juremir Machado da Silva. 4. ed. Porto Alegre: Sulina, 2007. 309p.

NACKE, Aneliese. Os Kaingang: passado e presente. In: NACKE, Aneliese...et al. Os Kaingang no oeste catarinense: tradição e atualidade. Chapecó: Argos, 2007.

PIOVEZANA, Leonel. A educação no contexto indígena Kaingang. In: NACKE, Aneliese...et al.Os Kaingang no oeste catarinense: tradição e atualidade. Chapecó: Argos, 2007.

PORTELLI, A. O que faz a história Oral diferente. Proj. História, n.14, 1997.

QUIJANO, Aníbal. “Colonialidad del poder y clasificación social”. Journal of world-systems research, v. 11, n. 2, 2000, p. 342-386.

QUIJANO, Anibal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina; A colonialidade do saber: eurocentrismo e Ciências Sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005.

RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

SANTOS, Milton. Por uma outra globalização - do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Ed. Record RJ, 1993.

SANTOS, Jorge A.; BATTESTIN, Cláudia.; PIOVEZANA, Leonel. Paradojas interculturales en la formación de profesores indígenas del pueblo Kaingang. Rev. Diálogo Educ., Curitiba, v. 18, n. 59, p. 1222-1241, out./dez. 2018.

SAVIANI, Dermeval. História das ideias pedagógicas no Brasil. Campinas: Autores Associados, 2011.

SILVA, L. A. A história Kaingang através do Ritual do Kiki. Santa Catarina em História, 11-23. 2011.

TOMMASINO, K., FERNANDES, R. C. Kaingang. Povos indígenas no Brasil, 2010. Disponível em: http://pib.socioambiental.org/pt/povo/kaingang/288 . Acesso em: 16 de fevereiro de 2016.

TYLOR, E. Primitive Culture. Londres: John Mursay & Co. 1958.

VAZ, Henrique de Lima. Antropologia Filosófica II. São Paulo: Loyola, 1992.

VAZ, Henrique de Lima. Ética e cultura. 4. ed. São Paulo: Loyola, 2004.

VAZ, Henrique de Lima. Raízes da modernidade. São Paulo: Loyola, 2002.

VEIGA, J. Organização Social e cosmovisão Kaingang: uma introdução ao parentesco, casamento e nominação em uma sociedade Jê Meridional. Dissertação (Mestrado em filosofia) - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, 1994.

YÁZIGI, E. Deixe sua estrela brilhar: criatividade em ciências humanas e no planejamento. São Paulo: CNPQ. 2005.

Downloads

Publicado

2021-08-12

Como Citar

PIOVEZANA, L.; DILL, F. M.; BATTESTIN, C.; TEDESCO, A. L. . A oralidade na construção de um ethos decolonial Kaingang. ETD - Educação Temática Digital, Campinas, SP, v. 23, n. 3, p. 677–696, 2021. DOI: 10.20396/etd.v23i3.8664214. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/8664214. Acesso em: 28 out. 2021.