I Bienal de Havana e II Bienal de Johannesburgo

considerações para uma metodologia de pesquisa sobre bienais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/modos.v5i2.8664156

Palavras-chave:

I Bienal de Havana, II Bienal de Johannesburgo, Histórias das exposições, História da arte, Metodologia de pesquisa

Resumo

O artigo pretende fazer uma aproximação da I Bienal de Havana e da II Bienal de Johannesburgo para analisar a importância de refletirmos sobre as metodologias de pesquisas utilizadas para estudar as bienais. Ambas as exposições revelam como as intersecções entre arte, política e sociedade atuam em uma mostra e oferecem caminhos com muitos pontos para reflexão sobre a importância de uma pesquisa interdisciplinar da história da arte. Para escaparmos de leituras reducionistas sobre as histórias das exposições, uma opção metodológica é adotar uma perspectiva social, que contraponha a análise desses eventos à história da arte local e ao contexto político no qual se inserem.

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Biografia do Autor

Juliana Caffé Alves Costa Lino, Universidade de São Paulo

Doutoranda em História e Historiografia pelo Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte da Universidade de São Paulo - PGEHA-USP.

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Publicado

2021-10-15

Como Citar

LINO, J. C. A. C. . I Bienal de Havana e II Bienal de Johannesburgo: considerações para uma metodologia de pesquisa sobre bienais. MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 5, n. 2, p. 194–210, 2021. DOI: 10.20396/modos.v5i2.8664156. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8664156. Acesso em: 18 jan. 2022.

Edição

Seção

Dossiê - Uma ocorrência recorrente: bienais e exposições periódicas