O agente preto como fator da modernização brasileira

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DOI:

https://doi.org/10.20396/modos.v6i1.8667440

Palavras-chave:

Manuel Querino, Arthur Timótheo da Costa, K. Lixto, Martiniano Eliseu do Bonfim, Mestre Didi

Resumo

A partir do texto “O colono preto como fator da civilização brasileira”, publicado por Manuel Querino em 1918, o artigo conecta tanto culturas africanas e afro-brasileiras, de maneira geral, quanto pessoas afrodescendentes e suas realizações, em particular, como fatores cruciais da modernização artística no Brasil, entre o final do século XIX e meados do século XX. Essas contribuições ainda não foram devidamente reconhecidas pela crítica e instituições de arte, nem publicamente. Sem o reconhecimento de suas dimensões afro/pretas, a modernidade no Brasil permanece incompleta.

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Biografia do Autor

Roberto Conduru, Southern Methodist University

Endowed Distinguished Professor, Southern Methodist University.

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Publicado

2022-01-09

Como Citar

CONDURU, R. O agente preto como fator da modernização brasileira. MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 6, n. 1, p. 412–431, 2022. DOI: 10.20396/modos.v6i1.8667440. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8667440. Acesso em: 11 ago. 2022.

Edição

Seção

Dossiê - Arte e diáspora africana: conflitos, cânones, recomeços