Uma flor de silêncio e assombro

memórias entrelaçadas na Coleção Perseverança

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/modos.v6i1.8667476

Palavras-chave:

Coleção Perseverança, Quebra do Xangô, Arte assombrada, Imagem e memória, Coleções afrorreligiosas

Resumo

Este artigo fala de uma coleção, de sua queima, do fogo que parcialmente a consumiu; das memórias que a circundam, das histórias silenciadas, das camadas não reveladas. Fala também de vestígios, marcas deixadas por homens e mulheres negros que viveram no estado de Alagoas e, com suas técnicas de feitura, construíram o sagrado, os afamados xangôs. Assim, propomos um breve relato sobre o assombro, a partir de alguns objetos da Coleção Perseverança, fruto do fatídico Quebra do Xangô de 1912.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Anderson Almeida, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutor em Artes Visuais, com ênfase em História, Teoria e Crítica da Arte (PPGAV/UFRGS).

Referências

ANDRADE, C. D. A flor e a náusea. In: Antologia poética. 12 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1978, p.14-16.

BEZERRA, E. Manifesto sururu: por uma antropofagia das coisas alagoanas. Maceió: Editora Viva, 2014.

BRASIL. DECRETO Nº 847, DE 11 DE OUTUBRO DE 1890. Promulga o Código Penal. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1851-1899/d847.htm. Acesso em: 5 out. 2021.

CONDURU, R. Pérolas negras – primeiros fios: experiências artísticas e culturais nos fluxos entre África e Brasil. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2013.

DANTAS, B. G. Vovó nagô e papai branco: usos e abusos da África no Brasil. Rio de Janeiro: Graal, 1988.

DIDI-HUBERMAN, G. A imagem queima. Helano Ribeiro (Trad.). Curitiba: Medusa, 2018.

FERNANDES, G. O sincretismo religioso no Brasil. São Paulo: Guaíra, 1941.

FOUCAULT, M. A arqueologia do saber. Luiz Felipe Baeta Neves (Trad.). Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2008.

JORNAL DE ALAGOAS. Bruxaria: xangô em acção – a oligarchia e o ‘oghum’. O povo invade os covis – Documentos preciosos – um bode sacrificado – Exposição de ídolos e bugigangas, Jornal de Alagoas, n. 24, ano V. Maceió, 04 fev. 1912, p. 1.

MALTA, M. Objetos religiosos, uma coleção, algumas biografias: fé e arte na coleção Ferreira da Neves. In: COLÓQUIO DO COMITÊ BRASILEIRO DE HISTÓRIA DA ARTE: Arte em Ação, 36., 2016, Campinas. Anais eletrônicos... Campinas: CBHA, 2017, p.361-371. Disponível em: http://www.cbha.art.br/coloquios/2016/anais/pdfs/3_marize%20malta.pdf. Acesso em: 11 jul. 2021.

RODRIGUES, N. O Animismo fetichista dos negros bahianos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1935.

VALLE, A. Religiões afrobrasileiras, cultura visual e iconoclastia. Concinnitas, Rio de Janeiro, v. 21, n. 17, p. 140-162, 2020. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/concinnitas/article/view/46808. Acesso em: 4 maio 2021.

VIEIRA COSTA, G. Estética assombrada: um olhar sobre a produção artística contemporânea na Amazônia brasileira. Revista Pós, Belo Horizonte, v. 4, n. 7, p. 117 - 130, maio 2014. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/15657. Acesso em: 5 mai. 2020.

Downloads

Publicado

2022-01-04

Como Citar

ALMEIDA, A. Uma flor de silêncio e assombro: memórias entrelaçadas na Coleção Perseverança. MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 6, n. 1, p. 150–173, 2022. DOI: 10.20396/modos.v6i1.8667476. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8667476. Acesso em: 11 ago. 2022.

Edição

Seção

Dossiê - Arte e diáspora africana: conflitos, cânones, recomeços