Concentração de retinol em bebidas lácteas achocolatadas enriquecidas em comparação às quantidades declaradas no rótulo

Autores

  • Penha Patrícia Cabral Ribeiro Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  • Mayara Santa Rosa Lima Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  • Andressa Fernanda de Lima Beserra Universidade Potiguar
  • Heryka Myrna Maia Ramalho Universidade Potiguar
  • Evellyn Câmara Grilo Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  • Priscila Nunes Costa Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  • Roberto Dimenstein Universidade Federal do Rio Grande do Norte

DOI:

https://doi.org/10.20396/san.v19i1.8634671

Palavras-chave:

Produtos lácteos. Suplementação alimentar. Vitamina a.

Resumo

A bebida láctea achocolatada é um produto lácteo amplamente consumido e que pode ser enriquecido com nutrientes essenciais, como forma de reforçar o seu valor nutricional e prevenir ou corrigir carências específicas na população, especialmente em crianças. Um desses nutrientes é a vitamina A, cuja deficiência é considerada um problema de saúde pública. O objetivo deste estudo foi quantificar o retinol presente em bebidas lácteas achocolatadas Ultra High Temperature - UHT enriquecidas e verificar a compatibilidade com os valores especificados nos rótulos. Para tanto, foram selecionadas aleatoriamente três marcas desses produtos (A, B e C), analisadas através de Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE). A concentração de retinol é dada em μg/dL e os valores expressos em média e desvio-padrão. Os resultados mostraram que as marcas A e C apresentaram concentração de retinol condizente com a descrita nos rótulos (70,5 ±6,8 μg/dL e 73,5 ±8,2 μg/dL). Entretanto, a marca B apresentou concentração muito baixa (9,0 ±3,2 μg/dL), conflitante com a declarada (75,0 μg/dL). Tal situação evidencia a ausência de suplementação no achocolatado da marca B, fazendo-se necessária uma maior fiscalização nesses produtos, a fim de garantir que as informações presentes nos rótulos sejam confiáveis.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Penha Patrícia Cabral Ribeiro, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Graduanda em Nutrição, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Centro de Ciências da Saúde, Departamento de Nutrição.

Mayara Santa Rosa Lima, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Graduanda em Nutrição, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Centro de Ciências da Saúde, Departamento de Nutrição.

Andressa Fernanda de Lima Beserra, Universidade Potiguar

Nutricionista formada pela Universidade Potiguar (UNP), Natal (RN), Brasil – Laureate International Universities.

Heryka Myrna Maia Ramalho, Universidade Potiguar

Docente, UNP, Natal (RN), Brasil – Laureate International Universities.

Evellyn Câmara Grilo, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Graduanda em Nutrição, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Centro de Ciências da Saúde, Departamento de Nutrição.

Priscila Nunes Costa, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Graduanda em Nutrição, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Centro de Ciências da Saúde, Departamento de Nutrição.

Roberto Dimenstein, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Professor (PhD), UFRN, Centro de Biociências, Departamento de Bioquímica, Laboratório de Bioquímica de Alimentos e Nutrição. Correspondência: Departamento de Bioquímica, Centro de Biociências, UFRN. Av. Senador Salgado Filho, nº 3000. Bairro: Lagoa Nova, Natal/RN, CEP: 59072-970. Fone: 55 (84) 3215-3416, ramal 205. Fax: 55 (84)33422812.

Referências

Brasil. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Instrução Normativa nº 16, de 23 de agosto de 2005. Aprova o regulamento técnico de identidade e qualidade de bebidas lácteas. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 24 ago. 2005. Seção 1, p. 7.

Eduardo MF, Silva LSC. Achocolatados: análise química. Rev Bras Cienc Farm. 2004;40(3):405-12

Philippi ST. Pirâmide dos alimentos – Fundamentos básicos da nutrição. 1º ed. São Paulo: Manole; 2008.

Gallagher ML. Vitaminas. In: Mahan LK, Escott-stump S, editores. Krause: Alimentos, nutrição e dietoterapia. 11º ed. São Paulo: Roca; 2005.

Abranches MV, Della Lucia CM, Sartori MA, Pinheiro-Sant’Ana HM. Perdas de vitaminas em leite e produtos lácteos e possíveis medidas de controle. Alim Nutr. 2008;19(2):207-17.

Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde. Portaria nº 31, de 13 de janeiro de 1998. Regulamento técnico para fixação de identidade e qualidade de alimentos adicionados de nutrientes essenciais. Diário Oficial da União, Brasília, 16 jan. 1998. Seção 1, p. 4.

Ramalho RA, Flores H, Saunders C. Hipovitaminose A no Brasil: um problema de saúde pública. Rev Panam Salud Pública. 2002;12(2):117-23.

Milagres RCRM, Nunes LC, Pinheiro-Sant’Ana HM. A deficiência de vitamina A em crianças no Brasil e no mundo. Ciênc Saúde Colet. 2007;12(5):1253-66.

Abrantes VRS. Rotulagem de alimentos: análise em fórmulas infantis, leites em pó e alimentos em pó à base de soja comercializados no varejo do município do Rio de Janeiro/RJ [dissertação]. Seropédica: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro; 2007. 141 p.

Câmara MCC, Marinho CLC, Guilam MC, Braga AMCB. A produção acadêmica sobre a rotulagem de alimentos no Brasil. Rev Panam Salud Pública. 2008;23(1):52-8.

Paixão JA, Stamford TLM. Vitaminas lipossolúveis em alimentos – uma abordagem analítica. Quim Nova. 2004; 27(1):96-105.

Giuliano AR, Neilson EM, Kelly BE, Canfield LM. Simultaneous quantitation and separation of carotenoids and retinol in human milk by high-performance liquid chromatography. Methods Enzymol. 1992;213:391-9.

Nierenberg DW, Nann SL. A method for determining concentrations of retinol, tocopherol and five carotenoids in human plasma and tissue samples. Am J Clin Nutr. 1992;56(2):417-26.

Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde do Brasil. Resolução RDC nº 360, de 23 de dezembro de 2003. Aprova o regulamento técnico sobre rotulagem nutricional de alimentos embalados. Diário Oficial da União, Brasília, 26 dez. 2003. Seção 1, p. 33.

Zancul MS. Fortificação de alimentos com ferro e vitamina A. Medicina, Ribeirão Preto. 2004;37:45-50.

Lima JA, Catharino RR, Godoy HT. Ácido fólico em leite e bebida láctea enriquecidos – estudo da vida-de-prateleira. Ciênc Tecnol Aliment. 2004;24(1):82-7.

Garcia T, Penteado MVC. Qualidade de balas de gelatina adicionadas de vitaminas A, C e E. Ciênc Tecnol Aliment. 2005;25(4):743-9.

Tabela Brasileira de Composição de Alimentos. 2º ed. Campinas: Nepa-Unicamp; 2004.

Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde do Brasil. Resolução RDC nº 269, de 22 de setembro de 2005. Aprova o regulamento técnico sobre a ingestão diária recomendada (IDR) de proteína, vitaminas e minerais. Diário Oficial da União, Brasília, 23 set. 2005. Seção 1, p. 372.

Almeida-Muradian LB, Penteado MVC. Vitamina A. In: Penteado MVC. Vitaminas: aspectos nutricionais, bioquímicos, clínicos e analíticos. 1º ed. São Paulo: Ed. Manole; 2003. p. 55-72.

Downloads

Como Citar

RIBEIRO, P. P. C.; LIMA, M. S. R.; BESERRA, A. F. de L.; RAMALHO, H. M. M.; GRILO, E. C.; COSTA, P. N.; DIMENSTEIN, R. Concentração de retinol em bebidas lácteas achocolatadas enriquecidas em comparação às quantidades declaradas no rótulo. Segurança Alimentar e Nutricional, Campinas, SP, v. 19, n. 1, p. 82–88, 2015. DOI: 10.20396/san.v19i1.8634671. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8634671. Acesso em: 28 set. 2022.

Edição

Seção

Artigo de Segurança Alimentar e Nutricional