Relevância científica e educacional da Coleção de Macrofósseis da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/td.v17i00.8665780

Palavras-chave:

Museologia , Paleontologia, Curadoria, Fóssil, Patrimônio geológico

Resumo

Este estudo analisa o histórico de formação e as práticas de gestão para a salvaguarda da Coleção de Macrofósseis do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Trata-se de um acervo de aproximadamente 35.000 exemplares de fósseis, resultado das pesquisas da instituição. A coleção possibilita a análise comparativa de distintos intervalos temporais e de áreas geográficas, possibilitando a análise de bacias sedimentares e prospecção de recursos de interesse econômico. É uma das mais importantes coleções científicas do Brasil, destinada à qualificação de profissionais para atividades de pesquisa em bioestratigrafia, paleoecologia e análise paleoambiental. Os fósseis, considerados patrimônio da União, são analisados no contexto de uma coleção científica musealizada integrante de uma instituição universitária. A relevância das coleções paleontológicas como o registro da memória da Terra demanda procedimentos curadoriais específicos para a preservação deste patrimônio geológico ex-situ.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Flávia Alessandra da Silva Figueiredo, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Mestre em Museologia e Patrimônio. Museóloga da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Penélope Saliveros Bosio, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Pós-Graduação em Arte em Educação e Saúde pela Universidade Cândido Mendes (Ucam). Museóloga da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Rone Pacheco Ribeiro, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Pós-Graduação em Arquivologia pela Faculdade Venda Nova do Imigrante (FAVENI).  Técnico em Administração de Atividades Culturais de Divulgação Científica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Ismar de Souza Carvalho, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Geólogo e professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Referências

Abreu, R. M. (2007). Patrimônio Cultural: Tensões e Disputas no Contexto de uma Nova Ordem Discursiva. In: Lima Filho, M.F., Beltrao, J.F., Eckert, C. (Orgs.). Antropologia e patrimônio cultural: diálogos e Desafios contemporâneos. Associação Brasileira de Antropologia, Blumenau: Nova Letra, 263-285.

Agência Nacional de Mineração (ANM). 2021. Sistema COPAL. Disponível em: https://app.anm.gov.br/Copal/Login?ReturnUrl=%2fcopal. Acesso em: 27.08.2021.

Brasil (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF. Disponível em: https://www.senado.leg.br/atividade/const/con1988/con1988_08.09.2016/art_20_.asp. Acesso em: 01.10.2021.

Brilha, J. (2005). Patrimônio Geológico e Geoconservação: a conservação da natureza na sua vertente geológica. Viseu: Palimage Editores. 190p.

Cândido, M. I. (2006). Documentação Museológica. Caderno de diretrizes museológicas I. 2 ed. Brasília: Ministério da Cultura / Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional /Departamento de Museus e Centros Culturais, Belo Horizonte: Secretaria de Estado da Cultura / Superintendência de Museus. p. 33-79.

Carvalho, I. S. (2010). Curadoria paleontológica. In: Carvalho, I. S. (Ed.). (2010). Paleontologia: conceitos e métodos, v. 1, 3 ed. Rio de Janeiro: Interciência. p. 373-383.

Chagas, M. S. (2003). O Pai de Macunaíma e o patrimônio espiritual. In: Abreu, R., Chagas, M. S. (Org.). (2003). Memória e patrimônio: ensaios contemporâneos. Rio de Janeiro: DP&A. p. 95-108.

Cruz, L. A. (2019). O papel da curadoria no gerenciamento de coleções museológicas de paleontologia no Brasil. Dissertação (Mestrado em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde), Fundação Oswaldo Cruz. Casa de Oswaldo Cruz, 133p.

Ferrez, H. D. (1994). Documentação museológica: teoria para uma boa prática. IPHAN. Rio de Janeiro: IPHAN, Estudos Museológicos. p. 65-74 (Cadernos de Ensaios, 2). Disponível em: http://pt.scribd.com/doc/38689114/Documentacao-Museologica-Helena-Dodd-Ferrez. Acesso em: 25.08.2021.

Figueiredo, F. A. S. (2014). Salvaguarda do patrimônio fossilífero no espaço museu: um estudo de caso sobre os processos de formação e curadoria das coleções paleontológicas pertencentes ao Museu da Geodiversidade. Dissertação de Mestrado em Museologia e Patrimônio, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST). 249p.

Gonçalves, J. R. S. (2007). Antropologia dos objetos: coleções, museus e patrimônios. Museu, memória e cidadania. Rio de Janeiro, 256p.

Kunzler, J., Machado, D. M. C., Novaes, M. G. L., Ponciano, L. C. M. O. (2014). Coleções Paleontológicas como Proteção do Patrimônio Científico Brasileiro. In: III Seminário Internacional Cultural Material e Patrimônio da Ciência e Tecnologia, Rio de Janeiro. Anais do III Seminário Internacional. v. 01.

Brasil. (2009). Lei Nº 11.904, de 14 de janeiro de 2009. Institui o Estatuto de Museus e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11904.htm. Brasília, Presidência da República, Casa Civil. Acesso em: 27 ago. 2021.

Lemos, C. A. C. (1981). O que é patrimônio histórico. São Paulo: Ed. Brasiliense. 115p. (Col. Primeiros Passos, 51).

Lima, J. T. M., & Carvalho, I. S. (2020). Políticas de curadoria e preservação em acervos de ciência e tecnologia: uma análise comparativa da gestão de coleções de geologia e paleontologia no Brasil. Boletim do Centro Português de Geo-História e Pré-História, 2(1), 17-27.

Museu da Geodiversidade (MGeo). Rio de Janeiro, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Disponível em: http://www.museu.igeo.ufrj.br/author/mgeo. Acesso em: 26.08.2021.

Pomian, K. (1984). Colecção. Enciclopédia Einaudi. Porto: Imprensa Nacional / Casa da Moeda. p. 51-86.

Semedo, A. (2005). Que museus universitários de ciências físicas e tecnológicas. Colecções de ciências físicas e tecnológicas em museus universitários: homenagem a Fernando Bragança Gil. Porto, Universidade do Porto. Faculdade de Letras. Departamento de Ciências e Técnicas do Património. Secção de Museologia, 265-281. Disponível em: http://ler.letras.up.pt/site/geral.aspx?id=3&tit=Lista%20de%20autores&tp=4&a=Semedo&n=Alice&ida=846. Acesso em: 24.08.2021.

Downloads

Publicado

2021-10-19

Como Citar

FIGUEIREDO, F. A. da S.; BOSIO, P. S.; RIBEIRO, R. P.; CARVALHO, I. de S. Relevância científica e educacional da Coleção de Macrofósseis da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Terrae Didatica, Campinas, SP, v. 17, n. 00, p. e021035, 2021. DOI: 10.20396/td.v17i00.8665780. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8665780. Acesso em: 28 nov. 2021.

Edição

Seção

Revisão

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)