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A reescrita como processo de apropriação do gênero HQ em um projeto didático de gênero agenciado no nono ano do ensino fundamental
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Palavras-chave

Ensino de escrita
Reescrita
Correção textual-interativa
Histórias em quadrinhos

Como Citar

DOMICIANO, Ive Marian de Carvalho; PAES, Francisco Cleyton de Oliveira; ANDRADE, Francisco Rogiellyson da Silva. A reescrita como processo de apropriação do gênero HQ em um projeto didático de gênero agenciado no nono ano do ensino fundamental. Trabalhos em Linguística Aplicada, Campinas, SP, v. 63, n. 1, p. 209–224, 2024. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/view/8671561. Acesso em: 19 jul. 2024.

Resumo

Este artigo analisa o ensino de produção de histórias em quadrinhos por meio de um Projeto Didático de Gênero agenciado em uma turma de nono ano, a fim de perceber como o processo de reescrita efetiva a autoral apropriação dos gêneros discursivos trabalhados em sala de aula. Assumiu-se a perspectiva enunciativa de ensino de língua, orientando-se por um trabalho reflexivo e processual de ensino e aprendizagem dos gêneros discursivos. Nessa seara, o escopo teórico abalizador da pesquisa entende os gêneros como instâncias centrais das metodologias de ensino de língua e a correção textual-interativa como propiciadora da autoria discursiva do produtor em formação. A metodologia se pauta no estudo de caso e tem base analítica qualitativa. Assim, a pesquisa-ação gerou 12 produções textuais para serem analisadas. Inicialmente, fizemos uma análise geral do desenvolvimento dos textos e, depois, afunilamos para a produção de um dos estudantes participantes da experiência. A análise fez perceber que se utilizar de metodologias de reescrita para o ensino da produção textual propicia o aprimoramento da reflexividade do estudante sobre sua aprendizagem e sobre suas escolhas enunciativas autorais em função de situações interacionais concretas da vida social. Seja na análise quantitativa, seja na análise qualitativa, os resultados evidenciam que os estudantes, embora já consumissem o gênero HQ, ao longo das várias etapas propiciadas pelas atividades pedagógicas, foram capazes de se apropriar dos diferentes recursos verbais e visuais concernentes à arquitetônica do gênero HQ, a fim de concretizar projetos discursivos de maneira responsiva e autoral, expressando sua posição axiológica nas produções. 

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