Banner Portal
Mobilidades literárias
PDF

Palavras-chave

Ensino de literatura
Formação de leitores
Alemão como Língua Estrangeira (ALE/DaF)
Letramento literário

Como Citar

BOECHAT, Fernanda Boarin. Mobilidades literárias: o ensino de literatura e o letramento literário a partir do contexto de Alemão como Língua Estrangeira (ALE/DaF). Trabalhos em Linguística Aplicada, Campinas, SP, v. 63, n. 1, p. 137–149, 2024. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/view/8674046. Acesso em: 25 jul. 2024.

Resumo

Apresenta-se aqui um relato de experiência referente ao Projeto de Pesquisa intitulado Mobilidades Literárias, cujas atividades foram desenvolvidas por 4 anos (2019 a 2023) na Universidade Federal do Pará (UFPA), Campus Belém, no âmbito do Curso de Licenciatura em Letras-Alemão. A partir da compreensão de que a arte tem lugar fundamental para pensar cultura e sociedade e de que a literatura, como expressão artística, é um direito humano (CANDIDO, 2004), volta-se no Projeto à reflexão sobre o Ensino de Literatura em contextos de Língua Materna e Língua Estrangeira e suas possíveis intersecções. Compreende-se a literatura como discurso social que pode ser debatido e como um meio de construção de um universo histórico-cultural que impulsiona, graças à potencialidade de seus efeitos, a ampliação da visão de mundo do sujeito leitor. Assim, práticas de Letramento Literário (COSSON, 2016, 2018, 2021) foram discutidas e adotadas na realização de atividades específicas ao longo do Projeto. A formação de leitores também assumiu protagonismo, já que se compreende que o Ensino de Literatura desde a Educação Básica tem também como objetivo a construção de uma comunidade leitora. As atividades que integraram o Projeto foram: (1) condução de um Grupo de Estudos; (2) orientação de Planos de Trabalho de Iniciação Científica; (3) realização de Rodas de Leitura; (4) organização de atividades com a presença de escritores, pesquisadores e tradutores. Cabe mencionar que tais atividades foram oferecidas ao público interno e externo à UFPA, com exceção da Iniciação Científica restrita aos Cursos de Licenciatura em Letras da Instituição.

PDF

Referências

ANDERSON, B. (2008). Comunidades imaginadas: reflexões sobre a origem e a difusão do nacionalismo. Tradução de Denise Bottmann. São Paulo: Companhia das Letras.

ARISTÓTELES; HORÁCIO; LONGINO. (2005). A poética clássica. Tradução de Jaime Bruna. São Paulo: Cultrix.

BLUME, R. F; WEININGER, M. J. (org.). (2012). Seis décadas de poesia alemã: do pós-guerra ao início do século XXI. Antologia bilíngue. Tradução de Rosvitha Friesen Blume e Markus J. Weininger. Florianópolis: Editora da UFSC.

BOECHAT, F. B. (2020). “Mobilidades Literárias”: um ciclo, con-texto, em roda. Revista Projekt: revista dos professores de alemão no Brasil. n. 59, p. 18-21.

BOECHAT, F. B. (2022). Mobilidades Literárias: primeiros percursos. In: Alves, C. M. de. et.al. (org.). Saberes e práticas docentes no ensino, na pesquisa e na extensão de Línguas e Literaturas. Porto Alegre: Editora Fi. Disponível em: https://www.editorafi.org/ebook/412saberes

BORGES, C. et al. (org.). (2022). Contos do Brasil / Erzählungen aus Brasilien: 200 anos de literatura brasileira bilíngue / 200 Jahre brasilianische Literatur. Viena/Brasília: Ministério Brasileiro de Relações Estrangeiras.

BÖLL, H. (2019). A honra perdida de Katharina Blum. Tradução de Sibele Paulino. São Paulo: Carambia.

BRANDÃO, L. A. (2005). Grafias da Identidade: literatura contemporânea e imaginário nacional. Rio de Janeiro: Lamparina.

BRECHT, B. (2019). Bertolt Brecht: poesia. Tradução de André Vallias. São Paulo: Perspectiva.

CAMPOS, A. de. (2019). POESIE. Tradução de Simone Homem de Mello. São Paulo: Selo Demónio Negro.

CANDIDO, A. (2004). O direito à literatura. In: Candido, A. Vários Escritos. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul.

COSSON, R. (2016). Letramento literário: teoria e prática. São Paulo: Contexto.

COSSON, R. (2018). Círculos de leitura e letramento literário. São Paulo: Editora Contexto.

COSSON, R. (2021). Paradigmas do ensino de literatura. São Paulo: Contexto.

ETTE, O. (2005). ZwischenWeltenSchreiben: Literaturen ohne festen Wohnsitz. Berlim: Kulturverlag Kadmos.

ETTE, O. (2022). Fractais do mundo: caminhos pelas Literaturas do Mundo, Teorias e Vetores. Tradução de Gerson Roberto Neumann e Marianna Ilgenfritz Daudt. Porto Alegre: Class.

GOETHE, W. von. (2020). O divã ocidento-oriental. Tradução de Daniel Martineschen. São Paulo: Estação Liberdade.

HABERSACK, S. (2023). O que desejaram. Araraquara: Opera Editorial.

HERMANN, J. (2008). Sonja. Tradução de Fernanda Boarin Boechat. Revista Arte & Letra. Edição A, p. 11-26.

HERMANN, J. (2007). Corais Vermelhos. Tradução de Fernanda Boarin Boechat. Cadernos de literatura e tradução. n. 1, 96-107.

ILGENFRITZ, M. D.; NEUMANN, G. R. (2019). “‘Eu sou uma língua’: a exofonia na literatura de Yoko Tawada”. Cadernos do Instituto de Letras. n. 58, p. 46–59. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/cadernosdoil/article/view/92676. Acesso em: 21. set. 2022.

ISER, W. (1996). O fictício e o imaginário. Tradução de Johannes Kretschmer. Rio de Janeiro: Eduerj, 1996.

JELINEK, E. (2004). Paula. In: Renner, R. G.; BACKES, M. (org.). (2004). Escombros e caprichos: o melhor do conto alemão do século 20. Tradução de Marcelo Backes. Porto Alegre: Editora LPM.

LEHNER, S. et al. (org.). (2022). Muttersprache, L1, Herkunftssprache... Terminologischer Pluralismus oder zu überwindendes “Wirrwarr”? Beiträge zu einer komplexen Debatte. Die Wiener Linguistische Gazette. v. 92. Disponível em: http://www.wlg.univie.ac.at. Acesso em 01 jul. 2023.

MONTEIRO, G. D. S. da.; FARIA JÚNIOR, F. M. de. (2023). “Pele de asno”: contos de fadas, censura e letramento literário. Revista Temas em Educação. v. 32, n. 1, p. 01-20. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/rteo/article/view/64158. Acesso em: 19 jul. 2023.

OLIVEIRA, M. A. de. (2006). Reviravolta linguístico-pragmática na Filosofia contemporânea. São Paulo: Edições Loyola.

PEREIRA, M. M.; BOECHAT, F. B. (2021). Letramento Literário no ensino de Alemão como Língua Estrangeira (ALE/DaF): a literatura indígena por Curt Unckel Nimuendajú. Revista Contingentia: Revista do Setor de Alemão da UFRGS. v. 09, n. 02, p. 27-43. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/contingentia/article/view/129662/88223. Acesso em: 18 jul. 2023.

PETIT, M. (2008). Os jovens e a leitura: uma nova perspectiva. Tradução de Celina Olga de Souza. São Paulo: Ed. 34.

PETIT, M. (2013). Leituras: do espaço íntimo ao espaço público. Tradução de Celina Olga de Souza. São Paulo: Ed. 34.

PLATÃO. (s.d) A República. Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

SEGHERS, A. (2013). Travessia: uma história de amor. Tradução de Daniel Martineschen. Curitiba: Editora UFPR.

SPINASSÉ, K. P. (2006). Os conceitos Língua Materna, Segunda Língua e Língua Estrangeira e os falantes de língua alóctones minoritárias do Sul do Brasil. Revista Contingentia: Revista do Setor de Alemão da UFRGS. v. 01, p. 01-10. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/contingentia/article/view/3837/2144. Acesso em: 01 jul. 2023.

TAWADA, Y. (2019). Überseezungen. Tradução de Gerson Roberto Neumann e Marianna Ilgenfritz Daudt. Porto Alegre: Class.

Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2023 Fernanda Boarin Boechat

Downloads

Não há dados estatísticos.