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Educação infantil e a práxis psicanalítica
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Palavras-chave

Educação infantil
Psicanálise
Políticas públicas
Educação

Como Citar

FONSECA, Paula Fontana; VOLTOLINI, Rinaldo. Educação infantil e a práxis psicanalítica: o risco da predição . ETD - Educação Temática Digital, Campinas, SP, v. 23, n. 1, p. 177–191, 2021. DOI: 10.20396/etd.v23i1.8656399. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/8656399. Acesso em: 24 jul. 2024.

Resumo

O presente artigo debate as políticas públicas em Educação Infantil tomando por operador de leitura a proposição dos discursos formulada por Lacan. Segundo esta teoria, cada discurso agencia uma política que lhe é própria, seguindo uma lógica que lhe é imposta estruturalmente. A isto se deu o nome de agenciamento discursivo, ou seja, uma dinâmica estrutural que antecede determinado dizer e que imprime uma direção inexorável ao mesmo. Os quatro discursos propostos pelo autor são: o da histérica, o do mestre, o do universitário e o do analista. A eles veio somar-se, posteriormente, o discurso do capitalista que guarda pontos de distinção com os quatro primeiros. Foram analisados os discursos presentes na educação infantil na atualidade de modo a demonstrar a preponderância da predição como lógica presente no âmbito das políticas públicas com efeitos na práxis educativa.  Por fim, problematiza-se a participação da teoria psicanalítica como mais uma que dá subsídios à educação infantil e as consequências desta apropriação para a práxis do psicanalista que atua no campo educativo.

https://doi.org/10.20396/etd.v23i1.8656399
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